Avião militar atinge prédios em Quito e mata 6

Acidente ocorreu em meio à neblina; as vítimas são os cinco passageiros e uma moradora

Reuters, AP e AFP, QUITO, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2009 | 00h00

Pelo menos seis pessoas morreram e duas ficaram feridas ontem quando um avião militar equatoriano atingiu dois edifícios em um bairro de classe alta no norte de Quito. O ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, disse que os três militares e dois civis que estavam no avião Beechcraft morreram no acidente. Segundo ele, os militares eram o major Julio Zaldumbide, o tenente Jorge Zurita e o sargento Mario Figueroa.A outra vítima, de acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Quito, Atahualpa Sánchez, é uma mulher que morava em um dos prédios. A colisão provocou um incêndio que levou mais de uma hora para ser contido. O avião de treinamento colidiu às 17h20 locais (19h20 de Brasília) perto do luxuoso Hotel de Quito, na Avenida González Suárez, quando seguia para um aeroporto militar nas imediações do Condomínio Lindavista, onde ocorreu o acidente.Unidades de socorro cercaram o local, impedindo o acesso da imprensa e de curiosos. "Estava com minha mãe em casa e escutei algo batendo (no prédio) e uma explosão. Eu não podia sair do meu quarto, pois as chamas estavam por todas as partes. Os bombeiros me tiraram de lá", disse Said Arguello, de 9 anos, que mora no edifício atingido. "Estou triste pela minha mãe. Não sei onde ela está. Não me aconteceu nada, mas quase me queimei quando tentei sair", acrescentou."Foi horrível. Escutei um avião que voava muito baixo, depois ouvi uma explosão e vi fogo quando fui para a rua", disse Camille Avsert, que mora nas imediações.Segundo testemunhas, o acidente ocorreu em meio a uma densa neblina na capital equatoriana. A neblina costuma causar problemas de pouso e decolagem na cidade, que fica no meio da Cordilheira dos Andes. Nas últimas duas décadas, vários aviões caíram na montanha por causa da névoa.Em setembro, um avião de com mais de 60 passageiros derrapou e bateu em um muro de contenção antes de parar perto de uma movimentada avenida em Quito, mas ninguém ficou ferido.

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