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Países vizinhos ajudam nas buscas pelo avião militar chileno que desapareceu com 38 a bordo

Aeronave tinha combustível para sete horas de voo e perdeu contato quando sobrevoava o Mar de Drake, uma das regiões mais turbulentas do planeta

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2019 | 00h01
Atualizado 10 de dezembro de 2019 | 15h52

SANTIAGO - As autoridades chilenas ampliaram nesta terça-feira, 10, as buscas pelo Hércules C-130, que desapareceu com 38 pessoas a bordo quando sobrevoava o Mar de Drake a caminho da Antártida. Argentina, EUA, Brasil e Uruguai enviaram ajuda para o resgate. O Chile despachou dois navios, um avião e sete caças para a operação, além de dois aviões de reconhecimento e um satélite que está funcionando com a finalidade de encontrar o avião. A Marinha do Brasil informou que o navio polar Almirante Maximiano foi deslocado e está a caminho do local do desaparecimento.

O Hércules C-130 decolou às 16h55 de segunda-feira da base de Chabunco, em Punta Arenas, rumo à base Eduardo Frei na Antártida, e perdeu comunicação por rádio às 18h13. O avião foi declarado “acidentado” sete horas após o desaparecimento, informou a Força Aérea. O C-130 tinha combustível para permanecer no ar até 0h40 de ontem. A aeronave tem quatro motores e pode voar mesmo que um deles falhe, disse o diretor de imprensa da Força Aérea chilena, general Francisco Torres, que acrescentou que as condições meteorológicas estavam boas e são descartadas como causas do acidente.

“Uma amerissagem (aterrissagem de emergência na água) é possível”, afirmou Eduardo Mosqueira, comandante da 4.ª Brigada Aérea. A bordo do Hércules viajavam 38 pessoas – 17 tripulantes e 21 passageiros –, incluindo 15 oficiais da Força Aérea, 3 do Exército, 2 funcionários da empresa privada de construção Inproser e um funcionário da Universidade de Magallanes. A aeronave perdeu comunicação quando sobrevoava o Mar de Drake, uma passagem marítima entre o continente americano e a Antártida, considerado uma das mais tempestuosa do planeta.

“As condições meteorológicas eram boas, por isso o voo foi planejado”, disse Francisco Torres, diretor de operações da Força Aérea. De acordo com autoridades, o piloto tinha experiência e a aeronave estava em boas condições.

A FACH entrou em contato com as famílias das pessoas a bordo para informar sobre a situação. A Força Aérea declarou "estado de alerta pela perda de comunicação" e ativou uma operação de resgate com aeronaves e navios da Marinha para encontrar "possíveis sobreviventes"

O presidente chileno, Sebastián Piñera, se declarou "consternado" com o desaparecimento do avião militar e anunciou que viajará a Punta Arenas ao lado dos ministros do Interior, Gonzalo Blumel, e da Defesa, Alberto Espina.

 "Vamos com o ministro Blumel em direção a Cerrilos. (Estamos) consternados com o desaparecimento do avião Hércules da FACH com 38 passageiros que viajava rumo à Antártida de Punta Arenas. De lá, junto ao ministro da Defesa, monitoraremos busca e envio de equipes de resgate", escreveu Piñera no Twitter.

Com a decisão, o presidente chileno cancelou a viagem para a Argentina, onde acompanharia nesta terça-feira a posse do presidente eleito Alberto Fernández.

O último acidente com essas características foi registrado em setembro de 2011, quando um avião militar com 21 pessoas a bordo caiu perto da ilha Robinson Crusoe, no Oceano Pacífico a 700 km do continente. / AFP, EFE e AP, com Roberta Jansen

 

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