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Avião não-tripulado dos EUA mata 17 em região rebelde no Paquistão

Drone disparou 4 mísseis e, segundo autoridades, tinha como alvo militantes da rede Haqqani

O Estado de S. Paulo,

03 de julho de 2013 | 02h25

PESHAWAR - O ataque de um avião não tripulado dos Estados Unidos matou pelo menos 17 pessoas em uma região rebelde na fronteira do Paquistão nesta quarta-feira, 3, disseram autoridades de segurança paquistanesas, no maior ataque desse tipo neste ano e o segundo desde que o primeiro-ministro, Nawaz Sharif, assumiu o cargo.

A maioria dos mortos era combatente da rede Haqqani, de acordo com três comandantes talebans e funcionários de segurança. Dois mísseis atingiram uma casa perto do mercado principal em Miranshah, capital da região tribal do Waziristão do Norte. A região é considerada um reduto do Taleban.

Muitos ficaram feridos no ataque, disse o membro da tribo local Kaleemullah Dawar, mas os socorristas demoraram por medo de serem vítimas de um segundo ataque, uma tática comum com ataques aéreos. "Não foi possível para as pessoas começarem o trabalho de resgate durante algum tempo, enquanto os aviões não tripulados ainda sobrevoavam a região", disse Dawar.

Sharif, que venceu as eleições em maio, pediu o fim imediato dos ataques de drones dos EUA, alegando que eles são uma violação da soberania do Paquistão. Os EUA dizem estar atacando militantes em áreas que o Exército paquistanês não pode alcançar.

Um ataque com aviões não tripulados em maio matou o número dois no comando do Taleban paquistanês e outras seis pessoas.

Ataques. Em outro lugar no noroeste do Paquistão, militantes atacaram um posto policial antes do amanhecer nesta quarta-feira e mataram seis policiais, disse o administrador do governo local, Habibullah Khan.

Dez policiais ficaram feridos no ataque, a cerca de 25 quilômetros a sudeste da cidade de Peshawar, disse Feroz Shah, outro funcionário do governo. O posto era composto pela polícia paramilitar da Força Policial de Fronteira e também por policiais tribais.

Khan disse que os agentes de segurança revidaram e trocaram tiros por horas, matando vários militantes. Nenhum grupo assumiu responsabilidade pelo ataque. / AP e REUTERS

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