Suliman el-Oteify/AP
Suliman el-Oteify/AP

Avião que caiu no Egito se partiu no ar, diz Comitê de Aviação russo

Segundo testemunhas, aeronave russa já estava em chamas antes de cair na Península do Sinai; autoridades descartaram um possível atentado terrorista como causa da queda

O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2015 | 15h45

MOSCOU - O Airbus A-321 que levava 224 pessoas a bordo e caiu no sábado na Península do Sinai, no Egito, se partiu no ar, informou neste domingo, 1, o Comitê de Aviação Interestatal da Rússia (CAI).

"A destruição aconteceu no ar, e os fragmentos ficaram espalhados por uma superfície de cerca de 20 quilômetros quadrados", disse Victor Sorochenko, diretor-executivo do CAI, à imprensa russa após visitar o local do acidente. Ele afirmou, no entanto, que "ainda é cedo para tirar conclusões" sobre as causas do acidente aéreo.

Segundo testemunhas, o avião da companhia aérea russa Kogalimavia, sob o nome comercial de MetroJet, um Airbus A-321, já estava em chamas antes de cair em uma região montanhosa.

O ex-diretor da empresa aérea, Sergei Mordvintsev, afirmou que os aviões desta classe da companhia nunca haviam sofrido problemas técnicos.

"O A-321 é uma aeronave segura. Durante seu período de funcionamento, seus motores nunca apresentaram nenhum problema", disse ele à agência de notícias Interfax.

Autoridades russas e egípcias descartaram um possível atentado terrorista como causa da queda. Técnicos dos dois países estão analisando as caixas-pretas do avião que, segundo o ministro de Transporte da Rússia, sofreram "danos técnicos menores".

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