Avião venezuelano cai e 36 sobrevivem

Turboélice ATR-42 da estatal Conviasa espatifou-se a poucos metros do portão de uma siderúrgica em Puerto Ordaz, deixando 15 mortos

REUTERS, AP e AFP, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2010 | 00h00

CARACAS

Um avião turboélice modelo ATR 42-300 da companhia estatal venezuelana Conviasa que levava 51 passageiros a bordo caiu ontem em Puerto Ordaz, no Departamento (Estado) de Bolívar, sudeste da Venezuela, provocando a morte de 15 pessoas e deixando outras 36 feridas.

O voo 2350, que partiu de Isla Margarita, um dos principais destinos turísticos da Venezuela, às 11h20 (hora de Brasília) com 47 passageiros e 4 tripulantes a bordo, caiu a 10 quilômetros de seu destino, o aeroporto Manuel Carlos Piar de Ciudad Guiana, no terreno da companhia estatal Siderúrgica do Orinoco (Sidor).

Segundo o Itamaraty, não havia nenhum brasileiro a bordo. Um armazém da siderúrgica foi danificado, mas não houve vítimas em terra. Todos os feridos internados no Hospital de Uyapal são venezuelanos, de acordo com o jornal El Universal, de Caracas. Eles sofreram traumatismos e queimaduras, mas suas vidas não estavam em risco.

Fontes não oficiais disseram que o avião teria tentado fazer um pouso de emergência no terreno da empresa. O governador de Bolívar, Francisco Rangel, reconheceu que "o piloto havia informado (por rádio) que vinha tendo problemas com a aeronave". Segundo ele, "foi bom que o avião tenha caído no terreno da siderúrgica porque havia várias ambulâncias de prontidão no local".

O ATR 42-300 é uma aeronave bimotor utilizada normalmente em transportes regionais (800 quilômetros), com capacidade para até 50 pessoas. A versão 300 da aeronave não é fabricada desde os anos 90. A fábrica, localizada em Toulouse, na França, informa que existem atualmente 240 aeronaves semelhantes em atividade em aproximadamente 80 países.

Drama no mar. O acidente com a aeronave da Conviasa ocorreu apenas três dias depois de um naufrágio próximo a Isla Margarita, ponto de partida do voo 2350. Ontem, o ministro da Defesa da Venezuela, Carlos Mata Figueroa, disse que uma grande operação que mobilizou dois helicópteros e nove barcos da guarda-costeira conseguiu finalmente localizar os sobreviventes, mas as condições adversas do mar não permitiram o resgate. "Os helicópteros lançaram água e gelo, mas não puderam salvá-los ainda", disse o ministro.

Os sobreviventes - cujo número não foi informado pelo governo - foram levados pela correnteza para a Península de Paria, no Departamento de Sucre.

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