Dan Balilty/AP
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Avigdor Lieberman renuncia em Israel após indiciamento

Ministro das Relações Exteriores foi indiciado quinta-feira por abuso de confiança

O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2012 | 02h06

(Texto atualizado às 12h49) TEL-AVIV - O ministro das Relações Exteriores de Israel, o ultradireitista Avigdor Lieberman, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, 14, após ter sido indiciado por abuso de confiança. O chanceler escapou de acusações mais sérias em um caso de fraude e lavagem de dinheiro pelo qual vinha sendo investigado.

A principal acusação que pesava sobre Lieberman, de que usara empresas de fachada para financiar campanhas eleitorais, foi arquivada. Ele vinha alegando ser vítima de "perseguição política" e negou as acusações.

"Após examinar o processo, concluí que não há provas suficientes para acusá-lo e acho que o caso deve ser arquivado", informou o procurador-geral, Yehuda Weinstein, sobre as acusações de lavagem de dinheiro.

O chanceler foi indiciado por favorecer o ex-embaixador israelense na Bielo-Rússia, Zeev Ben Arieh, promovido ao cargo após lhe fornecer informações confidenciais sobre uma investigação contra ele.

A legislação israelense prevê a renúncia quando a credibilidade do governo é colocada em jogo, mas não especifica em que casos a regra se aplica. Em 2008, o então primeiro-ministro Ehud Olmert renunciou após ser envolvido em um escândalo de corrupção. Mais tarde, foi absolvido. 

A renúncia afeta o cenário eleitoral israelense há apenas um mês das eleições parlamentares. O chanceler é um aliado próximo do primeiro-ministro Binyamin Bibi Netanyahu.

Os partidos Israel Beiteinu, de orientação nacionalista radical, liderado por Lieberman, e o Likud, de Netanyahu, formaram uma coalizão para concorrer juntos ao Parlamento nas eleições de 22 de janeiro.

Com AP

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