Aviões com corpos das vítimas do voo MH17 chegam à Holanda

Autoridades holandesas e australianas participaram de cerimônia em homenagem aos mortos na queda do avião malaio 

O Estado de S. Paulo

23 de julho de 2014 | 14h57

BRUXELAS - Um avião Hércules holandês e outro Boeing australiano, que levavam os corpos das vítimas da tragédia com o voo MH17 da Malaysia Airlines de Kharkiv, na Ucrânia oriental, chegaram nesta quarta-feira, 23, à base aérea de Eindhoven, no sul da Holanda.

O avião australiano, com 24 caixões a bordo, aterrissou às 10h47 (horário de Brasília) na base aérea e, poucos minutos depois, foi a vez da aeronave militar holandesa, que trazia 50 corpos das 298 vítimas da tragédia, segundo as imagens transmitidas ao vivo pela emissora local NOS.

Os reis da Holanda, Willem-Alexander e Máxima, junto com o primeiro-ministro, Mark Rutte, e outros integrantes do governo, receberam os dois aviões, junto à ministra de Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, na pista da base militar holandesa.

Lá tremulavam a meio mastro as bandeiras das nacionalidades de todas as vítimas mortas na queda do avião malaio. Os EUA e o governo ucraniano afirmam que a aeronave foi derrubada por separatistas pró-Rússia, usando um míssil terra-ar.

Os aviões foram recebidos por um destacamento militar da base aérea, com suas unidades escoltando ambos os lados dos aviões e fazendo a saudação militar. As autoridades presentes na cerimônia fizeram um minuto de silêncio.

A banda militar neerlandesa tocou o hino "Last Post", regulamentar dos Exércitos dos países da Commonwealth para os mortos.

A Holanda vive nesta quarta um dia de luto nacional, o que não era decretado no país desde 1962, quando aconteceu um trágico acidente ferroviário em Harmelen que deixou 93 mortos e 52 feridos.

Na cerca que ronda a base aérea de Eindhoven, cidadãos holandeses colocaram flores em homenagem às vítimas, cujos caixões serão localizados em um dos hangares para depois serem levados pela estrada e em um comboio escoltado até a base militar de Hilversum, no norte do país.

Em Hilversum começará o processo de identificação legista das vítimas, que segundo adiantou Rutte poderia levar vários meses até ser completado. /EFE

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