REUTERS/Khaled Abdullah
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Aviões de coalizão atacam base de rebeldes xiitas no Iêmen

Segundo o grupo radical, bombardeio atingiu uma escola e matou dois alunos; Cruz Vermelha envia ajuda a partir de hoje

REUTERS

07 de abril de 2015 | 21h08

SANAA - Aviões de combate que integram uma coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardearam ontem uma base na região central do Iêmen controlada por combatentes do grupo radical Houthi e seus aliados. No ataque, dois estudantes foram mortos em uma escola vizinha, segundo um site comandado pelos houthis.

Fontes militares disseram que foram lançadas cinco bombas na base da Guarda Republicana, perto da cidade de Ibb, 160 quilômetros ao sul da capital Sanaa, tendo aparentemente como alvo unidades de defesa aérea e alojamentos de soldados. Segundo as fontes, o comandante foi ferido. 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pretende enviar dois aviões com 48 toneladas de ajuda médica e outros itens básicos ao Iêmen nos próximos dois dias.

Centenas de pessoas foram mortas e dezenas de milhares tiveram de deixar suas casas em várias semanas de combates no Iêmen. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disse na segunda-feira que o conflito está empurrando o Iêmen para uma catástrofe humanitária.


A entrega de ajuda foi adiada por várias vezes, enquanto o CICV negociava uma pausa no conflito com a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que vem desferindo ataques aéreos contra combatentes houthis do Iêmen há quase duas semanas. A entidade também teve dificuldades para encontrar companhias aéreas que se dispusessem a sobrevoar o Iêmen.

A porta-voz do CICV, Marie Claire Feghali, disse que a meta é enviar hoje ao Iêmen o primeiro avião, que está sendo carregado na Jordânia com 16 toneladas de ajuda médica. O segundo, que transportará ajuda médica e outros equipamentos, incluindo tendas e geradores, está sendo preparado em Genebra e deve partir para o Iêmen amanhã, disse Feghali.

Ambos os voos foram definidos em acordo com a coalizão liderada pelos sauditas. Feghali disse ainda que a Cruz Vermelha ainda estava tentando obter autorização para um barco levar à cidade portuária de Áden uma equipe de cirurgiões do CICV e do grupo humanitário Médicos Sem Fronteiras.

Os houthis, apoiados pelo Irã, controlam Sanaa e, em março, iniciaram uma ofensiva contra a cidade portuária de Áden, onde o presidente Abed-Rabu Mansur Hadi havia se refugiado. Segundo a ONU, 549 pessoas foram mortas na última quinzena de março.

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