Aviões do Iraque não eram capazes de disseminar armas químicas

Após examinarem em Bagdá uma frota de abandonados aviões iraquianos acionados por controle remoto, especialistas em armas americanos chegaram à seguinte conclusão: apesar das declarações públicas do governo do presidente George W. Bush, esses aparelhos não foram projetados para disseminar armas químicas ou biológicas.As evidências recolhidas em meados do ano coincidem com os pontos de vista de analistas de inteligência da Força Aérea americana, os quais indicaram antes da invasão ao Iraque que esses aviões cumpriam apenas tarefas de reconhecimento. Ao tentarem convencer a opinião pública dos EUA da necessidade de ir à guerra contra o Iraque, funcionários do governo americano disseram que os aparelhos equipados com controle remoto tinham como propósito lançar produtos químicos ou biológicos contra cidades ou combatentes inimigos. O próprio secretário de Estado Colin Powell mencionou a alarmante possibilidade de que tais aviões poderiam infiltrar-se em cidades americanas para lançar gás venenoso. O governo baseou suas afirmações em umdocumento da CIA indicando que o Iraque havia retomado o desenvolvimento de veículos aéreos não-tripulados com os quais poderia lançar esse tipo tipo de ataques. O serviço de inteligência do Pentágono também apoiou essa conclusão.

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