Aviões franceses sobrevoam Saara em busca de reféns

Os militares franceses realizaram hoje voos com jatos de reconhecimento sobre o Deserto do Saara, em busca de sete trabalhadores estrangeiros que as autoridades temem que foram sequestrados por militantes ligados à rede terrorista Al-Qaeda, perto de uma mina de urânio operada pela empresa francesa Areva.

AE-AP, Agência Estado

20 de setembro de 2010 | 16h33

Os sete trabalhadores, dos quais cinco são franceses, trabalhavam ou prestavam serviços para a Areva. Eles foram vistos pela última vez quando estavam sendo levados por 30 captores em direção aos vizinhos Mali e Argélia, através do Saara.

"A missão dos militares (franceses) é ajudar os nossos militares a que encontrem os sequestrados", disse o porta-voz do governo do Níger, Mahamane Laouali Dan Dah. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, Romain Nadal, disse, em Paris, que é muito provável que o braço da Al-Qaeda no Norte da África, a Al-Qaeda no Magreb Islâmico, seja a mentora e executora do sequestro, que aconteceu na quinta-feira da semana passada.

As buscas envolveram o uso de aviões de longa autonomia da marinha francesa, disse um oficial, sob anonimato. Cerca de 80 soldados franceses também estão operando a partir de um hotel na capital do Níger. Enquanto um oficial da defesa do Mali disse que o país permitirá voos na sua parte da fronteira no deserto, os postos do Exército da Argélia estão em alerta máximo, informou o jornal argelino Le Jeune Independant.

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