Aviões retomam ataques ao Iraque; tropas podem invadir

Aviões americanos iniciaram uma segunda onda de ataques com mísseis no sul do Iraque, no início da noite desta quinta-feira 13 horas depois de atacarem Bagdá, na madrugada do mesmo dia. Segundo o correspondente da BBC no norte do Kuwait, Gavin Hewitt, mais de 10 mil veículos de combate americanos estão se deslocando rumo ao Iraque. Segundo a CNN, os aviões F-18 hornet partiram no USS Lincoln para atacar e reconhecer posições no sul do Iraque, próximo a fronteira com o Kuwait. A Al Jazeera, do Catar, disse que tropas estacionadas na zona desmilitarizada ao norte do Kuwait receberão ordens para uma invasão iminente ao país. O bombardeio dos F-18 hornet visam ?pavimentar? a entrada das tropas e tanques de artilharia.Todos os militares e jornalistas que acompanham o comboio estão usando máscaras e roupas protetoras contra armas químicas e biológicas, disse Hewitt.Na Grã-Bretanha, aviões B-52 começaram a ser carregados com bombas - o que indicaria que o esperado ataque em massa ao Iraque possa ocorrer ainda na noite desta quinta-feira.Em discurso na Casa Branca, o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, lembrou que a guerra começou - apesar de "todos os esforços dos Estados Unidos em resolver a crise no Iraque de forma pacífica".Civis"O Iraque escolheu o conflito, e não o desarmamento pacífico. Na madrugada de hoje (quinta-feira), o Iraque sofreu o primeiro ataque, que provavelmente não será o último", disse Rumsfeld.O secretário de Defesa afirmou que o confronto do Iraque será inédito, e que cabe aos iraquianos escolher se vão viver, para ajudarem na reconstrução de seu país, ou morrer por optarem ficar ao lado de um "regime condenado" como o de Saddam Hussein.Rumsfeld pediu que os iraquianos não sigam ordens de atacar tropas americanas e pediu que os civis não deixem as suas casas, nem para trabalhar. "Qualquer iraquiano que se envolver na guerra pagará pelos seus crimes em um tribunal de guerra", afirmou Rumsfeld. "O dia da liberdade está chegando para os iraquianos. Quem fizer a coisa certa, terá um lugar no Iraque livre", disse o secretário. Rumsfeld declarou que não vê necessidade de os iraquianos deixarem o país e garantiu que a população receberá o máximo de ajuda humanitária possível.Veja o especial:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.