Khalil Ashawi/Reuters
Khalil Ashawi/Reuters

Aviões russos atacam 9 alvos do EI nas últimas 24 horas

Segundo o porta-voz do Kremlin, objetivo é apoiar as ações ofensivas das Forças Armadas locais na luta contra as organizações terroristas e radicais

O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2015 | 08h12

MOSCOU - A aviação russa atacou nas últimas 24 horas outros 9 alvos do Estado Islâmico (EI) na Síria, informou nesta segunda-feira, 5, o Ministério da Defesa da Rússia.

No total, a aviação russa realizou 25 missões, nas quais participaram aviões de assalto Su-24 e Su-25, e caças-bombardeiros Su-34, segundo o boletim oficial.

O porta-voz de Defesa, general Igor Konashenkov, disse que a aviação destruiu um silo de mísseis, três peças de artilharia e um depósito de munição do EI na província de Idlib.

Konashenkov informou também que os aviões russos bombardearam um campo de treinamento, onde "foram destruídas instalações nas quais estava um arsenal dos terroristas". "A detonação da munição destruiu quatro veículos", acrescentou.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, reiterou que o objetivo da aviação mobilizada na Síria é apoiar as ações ofensivas das Forças Armadas locais na luta contra as organizações terroristas e radicais.

Peskov se negou a comentar as informações da imprensa sobre um suposto pedido de Bagdá para ampliar a ação dos aviões da Rússia contra as posições do EI no Iraque. "Esta pergunta deveria ser dirigida a nossos colegas do Iraque", limitou-se a dizer.

Moscou declarou que sua participação na luta contra o grupo terrorista na Síria será limitada a missões aéreas, embora algumas autoridades não descartem a possibilidade de que voluntários russos se unam ao Exército sírio.

"Certamente, aparecerão deslocamentos de voluntários russos ao Exército sírio", declarou hoje o presidente do Comitê de Defesa da Duma (Câmara dos Deputados), Vladimir Komoyedov.

Oposição. A Rússia está intensificando a guerra civil na Síria ao atacar a oposição moderada, disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, nesta segunda-feira, comparando os esforços de Moscou em apoiar o presidente sírio, Bashar Assad, ao de se prender a um barco que afunda.

"Ao realizar ação militar na Síria contra alvos de grupos moderados, a Rússia intensificou a guerra civil", disse Carter em discurso durante uma viagem à Espanha. /EFE, REUTERS e ASSOCIATED PRESS

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