AFP PHOTO / ANNE-CHRISTINE POUJOULAT
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Aviões russos lançam mais de 470 ataques contra instalações de grupos terroristas

Na terça-feira, presidente Vladimir Putin ordenou diversos ataques contra o Estado Islâmico depois da divulgação que avião russo que caiu no Egito foi derrubado por terroristas

O Estado de S. Paulo

23 de novembro de 2015 | 15h54

MOSCOU - Aviões russos lançaram neste fim de semana um total de 472 ataques contra instalações de grupos terroristas que operam na Síria, informou nesta segunda-feira, 23, o Ministério da Defesa da Rússia.

"Aviões das Forças Aeroespaciais da Rússia realizaram 141 missões de combate e atacaram 472 instalações dos terroristas nas províncias de Aleppo, Damasco, Idlib, Latakia, Homs, Raqqa e Deir ez Zor", declarou o porta-voz do ministério, general Igor Konashenkov.

Todos os aviões que participaram das operações deste fim de semana retornaram ilesos à base síria de Jmeimin, que está sendo usada pela Força Aérea da Rússia na intervenção na Síria.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou na terça-feira ataques maciços contra o Estado Islâmico depois da divulgação que o avião russo que caiu na Península do Sinai, com 224 pessoas a bordo, foi derrubado por terroristas.

O grupo jihadista publicou fotografias de uma suposta bomba fabricada com uma lata refrigerante e anunciou que a Rússia se transformou em alvo prioritário de seus ataques após o Kremlin decidir intervir militarmente em apoio do líder sírio, Bashar Assad.

Depois dos atentados de Paris, Putin acertou coordenar as ações militares na Síria com a França, cujo presidente, François Hollande, visitará Moscou na próxima quinta-feira.

Otan. A possível entrada de Montenegro na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que será decidida pela Aliança na próxima semana, será outro ataque contra a segurança da Europa, advertiu nesta segunda-feira o diretor de cooperação europeia do Ministério de Exteriores russo, Andrèi Kelin.

“Caso seja tomada a decisão de convidar Montenegro à Otan, será outro golpe à segurança europeia e também às relações entre Rússia e Otan”, disse o diplomata russo.

Kelin reconheceu que a diplomacia russa trabalha com as autoridades de Montenegro para convencê-las da inconveniência de entrar para a Otan. /REUTERS e EFE


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