REUTERS / Umit Bektas
REUTERS / Umit Bektas

Azerbaijão e Armênia anunciam cessar-fogo humanitário em Nagorno-Karabakh

No último dia 10, o presidente russo Vladimir Putin se manifestou sobre a necessidade de uma trégua humanitária, "a fim de trocar os corpos dos mortos e trocar prisioneiros"

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2020 | 01h31

Os governos de Azerbaijão e Armênia entraram em acordo por um cessar-fogo por razões humanitárias no conflito pela região de Nagorno-Karabakh, que entraria em vigor a partir da meia-noite deste domingo, 18. A informação foi divulgada por meio de comunicado pelo Ministério das Relações Exteriores azeri.

De acordo com a Chancelaria do Azerbaijão, o acordo atende ao pedido feito de maneira conjunta, em 1º de outubro deste ano, pelos presidentes de Estados Unidos, França e Rússia.

No último dia 10, o presidente russo Vladimir Putin se manifestou sobre a necessidade de uma trégua humanitária, "a fim de trocar os corpos dos mortos e trocar prisioneiros", conforme indicou o Kremlin, em comunicado.

Horas antes do anúncio do cessar-fogo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, esteve em contato por telefone com os chanceleres do Azerbaijão, Jeyhun Bayramov, e da Armênia, Zohrab Mnatsakanyan.

Nas conversas, o titular da pasta russa, destacou a importância de acordo inicial feito em Moscou, na semana passada, para que fosse alcançado um desfecho definitivo sobre a situação em Nagorno-Karabakh.

O conflito

As hostilidades remontam aos tempos da União Soviética, quando liderança da região, que está no território do Azerbaijão, pediu incorporação à Armênia, de onde provém a maioria da população.

O conflito durou até 1994, quando forças armênias tomaram o controle de Nagorno Karabakh e outras regiões do país vizinho, criando uma chamada faixa de segurança.

O Azerbaijão sustenta que a solução para a região passa, necessariamente, pela liberação dos territórios ocupados, demanda que foi respaldada por várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

A Armênia, por sua vez, apoia o direito da autodeterminação de Nagorno Karabakh e defende a participação de lideranças do enclave separatista nas negociações sobre o fim do conflito. EFE

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