Aznar enfrenta primeira greve geral na Espanha

Com um morto - de ataque cardíaco - e pelo menos uma centena de feridos leves em choques com a polícia, a Espanha foi cenário, nesta quinta-feira, da primeira greve geral contra o governo conservador do primeiro-ministro, José María Aznar.As centrais sindicais e a oposição socialista, patrocinadoras do movimento, opõem-se categoricamente a um projeto de reforma do auxílio-desemprego, proposto por Aznar, que reduz o auxílio pago aos desempregados. Mas o primeiro-ministro assegura que o objetivo do projeto é estimular a criação de empregos.Segundo os sindicatos, 80% dos trabalhadores aderiram à paralisação. No cálculo do governo e do empresariado, a greve foi um fracasso: teve adesão de apenas 16%. "O desejo de trabalhar dos espanhóis prevaleceu", exultou o porta-voz do governo, Pio Cabanillas. "Na prática, não houve greve geral." O porta-voz do oposicionista Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Jesús Caldera, classificou Cabanillas de "mentiroso oficial do reino".Pararam todas as montadoras e siderúrgicas. O transporte urbano (metrô e ônibus), ferrovias e aeroportos funcionaram parcialmente. Mas o comércio em geral e os bancos registraram comparecimento em massa dos funcionários. Muitas escolas e universidades dispensaram os alunos. Em algumas cidades, houve atos de protesto e focos de distúbios, reprimidos pela polícia.

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