Aznar nega ter apoiado golpe contra Chávez

O primeiro-ministro espanhol, José María Aznar, rejeitou hoje versões de que a Espanha tenha apoiado o fugaz golpe contra Hugo Chávez e pediu ao presidente venezuelano que demonstre flexibilidade e promova a união no país. Aznar disse que ele teve uma conversa "muito interessante e longa" na quarta-feira à noite com Chávez. Os legisladores da oposição espanhola criticaram o que descreveram como demora de Aznar em condenar o golpe de 12 de abril contra Chávez, e sugeriram que o primeiro-ministro tentou inclusive justificá-lo. Aznar rebateu, afirmando que seu país sempre defendeu a democracia venezuelana e a integridade de suas instituições governamentais. "Eu não tenho nada a explicar", acrescentou.Na quarta-feira, o primeiro-ministro disse ao Parlamento espanhol que o governo de Cuba lhe havia pedido para facilitar a partida de Chávez para a ilha caribenha, o que o presidente cubano Fidel Castro disse ser o desejo de Chávez naquele momento. Não ficou claro, pela versão dada por Aznar, se a Espanha teria se disposto a cooperar nesse sentido.Chávez, que retornou ao poder no domingo, deverá visitar a Espanha em maio para participar de uma reunião entre países europeus, latino-americanos e caribenhos.

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