Alex Tabak/The Daily News via AP, Pool
Alex Tabak/The Daily News via AP, Pool

Babá é condenada à prisão perpétua após matar duas crianças nos EUA

Yoselyn Ortega, imigrante da República Dominicana, assassinou a facadas um bebê e uma criança em 2012, em Manhattan

O Estado de S.Paulo

15 Maio 2018 | 09h47

NEW YORK, EUA - Uma babá foi condenada à prisão perpétua nesta segunda-feira, 14, pelos assassinatos de duas crianças. Yoselyn Ortega, 56 anos, foi acusada de matar a facadas Leo Krim, de seis anos, e a irmã mais nova dele, Lucia, de dois. Os corpos foram deixados dentro da banheira do apartamento em que viviam com os pais, em Manhattan, nos Estados Unidos. O crime ocorreu em 2012.

Durante o julgamento, o juiz Gregory Carro afirmou que se tratava de um caso de "pura maldade" antes de conferir a condenação. À corte, Ortega, que é da República Dominicana, afirmou, em espanhol, que estava "muito arrependida" pelo o que ocorreu e pediu pelo "perdão" de Deus e dos pais das crianças. A babá admitiu que não se sentia bem no dia do crime.

+ Ataque suicida contra comboio da Otan mata 11 crianças no Afeganistão

A primeira testemunha ouvida no julgamento foi Marina Krim, mãe das vítimas, que alegou ter encontrado os corpos na banheira e ter sido atacada pela babá, que tentou esfaqueá-la. Segundo Krim, ela decidiu voltar em casa após Ortega não ter aparecido com os filhos para a aula de dança.

+ Ataques matam 38 no Afeganistão, incluindo dez jornalistas e 11 crianças

"Eu só queria acordar desse pesadelo que eu sei que não é um pesadelo", disse Krim aos jurados. "É como um terrível filme de terror."

+ Colisão entre trem e ônibus escolar mata crianças na Índia

Segundo a acusação, a motivação para o crme partiu de problemas financeiros enfrentados pela babá após trazer o filho, de 17 anos, para o país, e por ressentimento contra Marina Krim, que era casada com um executivo e considerada a "mãe que ela nunca seria".

A defesa de Ortega alegou que o crime foi causado por insanidade, alegando que a babá sofria de transtornos mentais. Os jurados, no entanto, não acreditaram na versão apresentada pelos advogados da babá e a condenaram à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.//REUTERS

Mais conteúdo sobre:
homicídio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.