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Babá que decapitou criança na Rússia diz ter 'obedecido' a Alá

A mulher de 38 anos, divorciada e mãe de três filhos e natural do Usbequistão, ex-Estado soviético de maioria muçulmana, foi flagrada perambulando por uma rua de Moscou segurando a cabeça decepada da criança no alto e gritando slogans islâmicos

O Estado de S. Paulo

02 de março de 2016 | 15h07

MOSCOU - Uma mulher suspeita de decapitar uma criança sob seus cuidados e mais tarde exibir a cabeça nas proximidades de uma estação de metrô de Moscou disse nesta quarta-feira, 2, que Alá ordenou que ela cometesse o crime.

A polícia russa teve de conter e atirar ao chão Gulchekhra Bobokulova, na segunda-feira. A mulher de 38 anos, divorciada e mãe de três filhos e natural do Usbequistão, ex-Estado soviético de maioria muçulmana, foi flagrada perambulando por uma rua da capital russa segurando a cabeça decepada da criança no alto e gritando slogans islâmicos.

Na ocasião, testemunhas disseram ter temido que ela estivesse realizando um atentado terrorista, mas desde sua detenção investigadores russos levantaram a hipótese de que ela sofre de uma doença mental.

Os investigadores disseram que ela trabalhava como babá para uma família moscovita e matou e decapitou uma das crianças sob seus cuidados antes de incendiar o apartamento da família e fugir.

Canais de TV estatais não relataram o incidente, uma decisão que rendeu acusações de censura de alguns ativistas da oposição, mas que o Kremlin apoiou, afirmando que teria sido errado exibir "imagens tão horríveis".

A caminho do tribunal, Gulchekhra disse aos repórteres que Alá ordenou que ela fizesse o que fez, mas que se arrepende e concorda com sua prisão. Sentada na jaula de metal reservada para réus nos tribunais russos, ela acenou e disse: "Sou mensageira de Alá. Olá a todos".

Ela estava de cabeça descoberta e parecia relaxada, chegando a bocejar ocasionalmente, um contraste com a segunda-feira, quando vestia preto e usava um hijab.

Autoridades do governo vêm emitindo alertas frequentes sobre o perigo que os militantes do Estado Islâmico representam para a Rússia, especialmente tendo em conta a intervenção militar de Moscou na Síria em apoio ao presidente sírio, Bashar Assad. / REUTERS

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