St-Felix Evens/Reuters
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Baby Doc planeja permanecer no Haiti, diz advogado

'Ele é livre para fazer o que quiser e ir para onde quiser', diz representante, apesar de acusações

Associated Press

19 de janeiro de 2011 | 15h28

PORTO PRÍNCIPE - O advogado de Jean-Claude Duvalier, o ditador haitiano conhecido como Baby Doc, afirmou nesta quarta-feira, 19, que o ex-presidente planeja permanecer no Haiti, apesar das acusações de corrupção e desvio de dinheiro.

 

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Reynold Georges, advogado de Duvalier, disse que seu cliente tem o direito de permanecer no país caribenho. "Ele é livre para fazer o que quiser e ir para onde quiser", disse o representante de Baby Doc.

 

Georges disse que o governo não ordenou que Duvalier volte para a França. "Ele tem o direito de viver nesse país. Ele vai ficar. É o país dele".

 

Duvalier, que governou o Haiti de 1971 a 1986, retornou ao país após 25 anos exilado na França. O período em que esteve à frente dos haitianos é considerado um dos mais nefastos do país caribenho.

 

O caso de Duvalier está nas mãos de um juiz de instrução, que decidirá se há evidências o bastante para que ele seja julgado. Organizações de direitos humanos defendem que o ex-ditador deva ser julgado por crimes contra a humanidade.

 

O sistema judiciário do Haiti permite a prisão preventiva, mas as autoridades permitiram que Duvalier permaneça em liberdade. Promotores e policiais se reuniram com o ex-ditador e o levaram para interrogatório, mas posteriormente ele voltou para o hotel onde está hospedado.

 

Não há sinais de grande apoio a Duvalier. Manifestações comemorando sua volta foram relativamente pequenas para os padrões do Haiti. Mais da metade da população é muito jovem e não viveu ou não lembra da época de seu governo.

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