Felipe Trueba/EFE
Felipe Trueba/EFE

Bachelet anuncia nove mudanças em seu gabinete ministerial

Em meio à queda de popularidade de seu governo, presidente chilena faz troca em pastas como Interior e Fazenda

O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2015 | 12h17

SANTIAGO - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou nesta segunda-feira, 11, nove modificações em seu gabinete de ministros, incluindo as saídas dos titulares do Interior e da Fazenda, em meio à queda de popularidade de seu governo em razão de casos de corrupção revelados nos últimos meses.

A principal mudança aconteceu no Ministério do Interior, com a saída de Rodrigo Peñailillo, do social-democrata Partido Pela Democracia (PPD), que será substituído pelo até então ministro da Defesa, o democrata-cristão Jorge Burgos.


Peñailillo, de 41 anos, era um dos principais colaboradores de Bachelet, a ponto de ser considerado "herdeiro político" da presidente chilena e símbolo da renovação política no país. Ele caiu em desgraça, porém, pela falta de experiência para lidar com a crise enfrentada pelo governo após a revelação de um caso de suposto tráfico de influência envolvendo o filho de Bachelet, Sebastián Davalos.

"Hoje é tempo de dar um novo impulso a qualidade do governo", afirmou Bachelet ao apresentar seu renovado gabinete. "Chilenos e chilenas, sabemos que o que prometemos, cumprimos, mesmo que as condições sejam adversas."

Bachelet também substituiu o ministro da Fazenda, Alberto Arenas, cujo posto será ocupado por Rodrigo Valdés, antes presidente do Banco do Estado. Engenheiro comercial com especialização em economia, Valdés trabalhou entre 2009 e 2012 no Fundo Monetário Internacional, o que pode significar um aceno de Bachelet ao mercado. Esta foi a primeira vez desde a volta da democracia no Chile, em 1990, que um mandatário troca seu ministro da Fazenda.

Marcelo Díaz, que era embaixador do Chile na Argentina, foi designado ministro da Secretaria-geral de governo (porta-voz), em substituição a Álvaro Elizalde. Já María Fernanda Villegas, que era ministra do Desenvolvimento Social, foi substituída pelo subsecretário dessa mesma pasta, Marcos Barraza, que se tornou o segundo ministro comunista do gabinete de Bachelet, junto a Claudia Pascual, ministra da Mulher. As mudanças também abrangeram o Ministério de Cultura, no qual Claudia Barattini foi substituída por Ernesto Ottone.

Jorge Insunza, um ex-deputado do PPD, foi designado ministro secretário-geral da presidência, em substituição a democrata-cristã Ximena Rincón, que, por sua vez, foi designada ministra do Trabalho. Javiera Blanco, que até agora liderava esse cargo, foi destinada ao Ministério da Justiça, enquanto o ex-titular dessa posição se tornou o novo ministro da Defesa.

Bachelet, que tinha pedido a renúncia de seus 23 ministros na última quarta-feira e ratificado no cargo somente o chanceler Heraldo Muñoz, destacou nesta segunda que sua primeira equipe ministerial "trabalhou intensamente para satisfazer as necessidades cidadãs", com a concretização de 56 medidas prioritárias e 123 projetos transformados em lei desde março de 2014.

Durante a cerimônia, na qual os novos ministros juraram seus cargos, a governante ressaltou que seu governo entra em uma nova fase, "tão exigente e inspiradora", que requer "pôr novas energias e rostos novos à frente das tarefas". / EFE, AP, AFP e REUTERS

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