Bachelet defende reforma da ONU para o terceiro mundo

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, defendeu neste sábado na República Dominicana uma reforma das Nações Unidas e do Conselho de Segurança para que os países "menores" tenham acesso à tomada de decisões.Bachelet assegurou, na presença do presidente dominicano, LeonelFernández, que o Chile acredita em um sistema democrático quegaranta o desenvolvimento econômico e fomente a unidade de todos ospovos, especialmente os latino-americanos e caribenhos.Os dois governantes falaram com a imprensa após se reunir durante mais de uma hora na sede do Governo dominicano."O Chile propõe uma reforma das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança, porque é necessário que se escutem e se executem projetos em favor dos países menores", afirmou Bachelet.A presidente chilena agradeceu a Fernández pelo voto da República Dominicana para a escolha do chileno José Miguel Insulza como secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).Bachelet assegurou que na agenda que discutiu na quinta-feira como presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, não se falou sobrese o Chile apoiará a Venezuela ou a Guatemala para um posto noConselho de Segurança da ONU."As relações exteriores chilenas se baseiam na autonomia e naconveniência que essas relações trarão para o país, então o Chiledirá a qual dos dois países dará seu respaldo", acrescentou.A primeira mulher a assumir a Presidência do Chile reiterou que oGoverno continuará apoiando o Haiti, "enquanto for necessário", eafirmou que essa é uma das metas da democracia, ser solidário comnações em condições menos vantajosas.Fernández agradeceu a visita de Bachelet e disse que os doisdiscutiram como melhorar a qualidade de educação na RepúblicaDominicana, "área na qual o Chile conseguiu grandes avanços".O presidente dominicano concordou com Bachelet que se devecontribuir para fortalecer a democracia e a economia do Haiti,"porque se demonstrou que esse país por si só não conseguirá fazerIsso".Fernández disse concordar "em parte" com um recente relatóriodivulgado pelo Banco Mundial e o Banco Interamericano deDesenvolvimento em que se afirma que o Governo dominicano deveaumentar a despesa social."O que acontece é que o país tem dois grandes problemas, que sãoo déficit elétrico, no qual o Governo destina mais de US$ 500milhões ao ano em subsídios para o setor, e o tema da dívidaexterna, que nos obriga a desembolsar bilhões de dólares todo ano",explicou

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