Bachelet descarta interferência do governo no caso Fujimori

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, afirmou nesta sexta-feira que o caso do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, a quem o juiz encarregado do processo de extradição concedeu a liberdade provisória, deve ser mantido em âmbito estritamente judicial."É preciso deixar muito claro que esta é uma decisão da Corte Suprema, do sistema judiciário. O governo do Chile não tem qualquer relação com ela", afirmou Bachelet.O ex-presidente saiu nesta quinta-feira da Escola de Gendarmaria, onde estava em prisão preventiva desde 7 de novembro. Ele pagou a fiança de US$ 2,9 mil, fixada pelo juiz Orlando Álvarez.Fujimori ainda pode ser extraditado para o Peru, onde teria que responder a 12 processos, sendo 10 por corrupção e dois por violações dos direitos humanos.A presidente chilena, que nesta sexta assistiu à cerimônia organizada pelo exército em homenagem aos recrutas mortos há um ano na localidade de Antuco, no sul do país, lembrou que "o Executivo não opina sobre as decisões da justiça".Bachelet negou ter mantido contatos com as autoridades peruanas sobre o caso. Porém, o embaixador peruano no Chile, José Antonio Meier, se reuniu nesta sexta com o ministro do Interior, Andrés Zaldívar.Meier se retirou sem fazer declarações.Apesar de ordenar sua liberdade, o tribunal máximo do Chile proibiu Fujimori de abandonar o país enquanto durar o julgamento e com a obrigação de comparecer periodicamente diante dos juízes.Fujimori foi detido horas após chegar de forma surpreendente ao Chile, dia 7 de novembro. Ele morava no Japão desde 2000, quando renunciou à Presidência do Peru.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.