Bachelet faz seu primeiro discurso na Assembléia Geral da ONU

A presidente do Chile, MichelleBachelet, fez nesta quarta-feira seu primeiro discurso na Assembléia Geral da ONU,onde falou sobre as transformações vividas pelo Chile nas últimasDécadas. "Venho a esta assembléia como a primeira mulher eleita presidentedo Chile. Minha presença é símbolo desse novo Chile, o Chile que semtemor de olhar para o seu passado, constrói seu próprio futuro",Declarou. Diante dos chefes de Estado e de Governo presentes, ela explicouque após décadas de dor e injustiças, hoje o Chile é um país em que"impera o Estado de Direito, onde os direitos das pessoas sãorespeitados e incentivados". "É uma democracia que cresce no plano econômico e que em 16 anostirou milhões de chilenos da pobreza", declarou. Em seu discurso, Bachelet lembrou os grandes temas e assuntos quepreocupam a comunidade internacional, como o terrorismo, asviolações dos direitos humanos e os efeitos perniciosos daGlobalização. "O mundo está diferente. O Chile tem um olhar otimista diante dasoportunidades da globalização, mas cauteloso perante seus riscos",Disse. A presidente explicou que a promoção e a defesa dos direitoshumanos e da democracia constituem o eixo da política externa doChile, posição que é conseqüência direta de sua história maisrecente. "Nada justifica a violação dos direitos humanos. O Chile rejeitaa impunidade", afirmou Bachelet. Com relação ao conflito no Oriente Médio, a presidente condenou"energicamente toda ação armada que tenha como alvo civisinocentes". "A legítima defesa só pode ser exercida dentro do marco deproporcionalidade e contenção disposta pelo Direito InternacionalHumanitário", manifestou. Bachelet também se queixou da demora do Conselho de Segurança emordenar o cessar-fogo no Líbano. "A credibilidade da organização requer que todos os atoresenvolvidos cumpram com seu dever sem discriminação e sem sujeitar asegurança coletiva a seus interesses particulares", afirmou. Bachelet pediu às Nações Unidas que avancem em seu processo dereforma iniciado no ano passado, especialmente para revitalizar aAssembléia Geral, reformar o Conselho de Segurança e o ConselhoEconômico e Social, modernizar a gestão da Secretaria e melhorar osprocedimentos administrativos. Em matéria de desenvolvimento, defendeu um sistema comercial efinanceiro mais aberto, transparente e justo, iniciativa quepermitirá ajudar os países pobres a lutar contra a pobreza. "A nossos amigos desenvolvidos, lhes digo: abrir seus mercadosaos produtos do sul é um imperativo de justiça", assegurou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.