Bachelet inicia mandato visitando túmulo de seu pai

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, iniciou seu primeiro dia de mandato com uma visita ao túmulo de seu pai, o general da força aérea Alberto Bachelet, morto há 32 anos por causa das torturas praticadas contra ele na prisão pelos militares que, em 1973, depuseram o presidente socialista, Salvador Allende. "Em memória de meu pai, o general Bachelet, quero saudar as forças armadas e de ordem e segurança do Chile, que são parte importante de nossa história, e que, atualmente, são patrimônio de todos os chilenos", disse a presidente, de 54 anos. A partir de 2000, os militares chilenos admitiram as violações dos direitos humanos cometidas durante a ditadura chefiada pelo general Augusto Pinochet, expressaram que isso "nunca mais" se repetiria e retornaram a seus trabalhos. Acompanhada de diversos familiares, a presidente chegou ao cemitério com um buquê de flores. Um a um, todos depositaram flores no mausoléu do general Bachelet. A imprensa observou de longe em sinal de respeito. O general Bachelet foi convocado por Allende para colaborar com um organismo encarregado de distribuição de alimentos. Ele foi detido no dia do golpe militar - 11 de setembro de 1973 - por seus colegas de arma. O pai da atual presidente sofria problemas cardíacos. Ele foi torturado na Academia de Guerra Aérea e enviado à prisão pela acusação de "traição à pátria". Ele faleceu em 12 de março de 1974.

Agencia Estado,

12 Março 2006 | 13h25

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