Bagagem de mão é inspecionada por empresas aéreas

As empresas aéreas americanas começaram nesta sexta-feira a inspecionar todas as bagagens de mão - o que levou alguns passageiros a chegar mais cedo aos aeroportos e, assim, evitar as longas filas. A lei que entrou em vigor nesta sexta-feira obriga as companhias aéreas a detectar a possível presença de explosivos, seja buscando manualmente ou utilizando dispositivos eletrônicos e cães treinados, seja comparando cada volume de bagagem registrado com os que os passageiros levam efetivamente a bordo. Não há informações sobre a ocorrência de maiores problemas nos aeroportos do país. No aeroporto internacional de Baltimore-Washington, um funcionário da United Airlines levou a bagagem de mão dos passageiros da companhia a uma máquina de detecção eletrônica, colocada temporariamente fora da área de revisão. Foi a primeira vez que o equipamento foi utilizado, vários dias após ter sido instalado. Dois funcionários de segurança do aeroporto e um policial observavam a tela enquanto o equipamento passava por ela. O passageiro Carlos García, analista da Controladoria-Geral dos EUA, disse que o procedimento demorou apenas 10 minutos. "Veremos como ficarão as coisas à medida que as filas aumentarem", disse ele. No aeroporto internacional de Filadélfia, o fluxo matutino de passageiros foi normal. Às 7h30 da manhã, cerca de 30 passageiros se alinhavam diante do balcão do terminal da US Airways. Era maior o número dos que se queixavam do frio do que o dos que se queixavam da demora. Os funcionários do aeroporto disseram que a maioria das linhas aéreas usará a técnica de comparar as bagagens, para evitar que alguém registre uma maleta carregada com explosivos e não entre no avião. Os críticos desta medida alegam que o método não deterá um atacante suicida. A Associação do Transporte Aéreo, grupo que representa as principais companhias aéreas, aconselha os passageiros a procurarem os sites das linhas aéreas na internet para se familiarizarem com os novos requisitos. As empresas aéreas serão responsáveis pela segurança até 17 de fevereiro, quando este encargo passará para o governo federal.

Agencia Estado,

18 Janeiro 2002 | 16h36

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