Bahrein abole discriminação contra mulher

O Conselho Consultivo (Majlis as-Shura) do Bahrein aprovou, nesta terça-feira, um projeto de lei graças ao qual serão abolidas todas as formas de discriminação contra as mulheres residentes no emirado árabe. A informação foi dada pela agência kuwaitiana Kuna, em Manama, capital do Bahrein. A decisão foi tomada no final da reunião semanal do Conselho. Durante a sessão, o ministro barenita para Questões Parlamentares recomendou a adoção da medida porque "isto reflete melhor a situação das mulheres na sociedade do Bahrein". A nova lei antidiscriminatória também tende a promover a igualdade de direitos entre os sexos em questões políticas, sociais, culturais, econômicas e profissionais. A norma é a mais recente iniciativa do governo em relação à democratização do país onde vivem 600.000 pessoas e que hospeda a Quinta Frota dos EUA. Em maio passado, o primeiro-ministro Hamad bin Salman al-Khalifa havia anunciado que, em breve, as mulheres poderiam participar da vida política, entrar no Parlamento e participar das eleições programadas para 2004 - as primeiras na história do emirado - para "impulsionar o país para a democracia". Até agora, entre os países árabes do Golfo, apenas em Catar e em Omã as mulheres vêm participando ativamente da vida política, enquanto na Arábia Saudita só algumas são admitidas para assistir - sem participar - à reunião de trabalhos da Shura. No Kuwait, as mulheres têm um papel considerável no mundo do trabalho, mas ainda não têm direito ao voto.Nos últimos meses, no entanto, um tribunal kuwaitiano aceitou que a questão seja levada perante a Suprema Corte, que deverá decidir sobre a constitucionalidade da exclusão das mulheres do processo eleitoral.

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