Bahrein acusa o Irã de ajudar célula que planejava atentados

Cinco detidos dizem que o grupo planejava atacar o Ministério do Interior e a Embaixada da Arábia Saudita em Manama

MANAMA, / REUTERS, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2011 | 03h03

O governo do Bahrein acusou ontem a Guarda Revolucionária do Irã de estar por trás de uma célula terrorista que pretendia atacar o Ministério do Interior e a Embaixada da Arábia Saudita em Manama. Segundo a agência de notícias estatal bareinita BNA, o grupo foi preso enquanto ainda planejava as ações.

A agência citou um porta-voz da promotoria de Justiça do Bahrein dizendo que os suspeitos "confessaram que o grupo foi formado no exterior" e a ação terrorista teria "coordenação vinda de fora, incluindo da Guarda Revolucionária".

O porta-voz também declarou que os cinco integrantes da célula terrorista, quatro deles cidadãos do Bahrein detidos no vizinho Catar, ainda seriam enviados ao Irã para treinamento militar antes dos ataques.

Além do ministério e da representação diplomática, havia planos para explosão de uma ponte que liga o Bahrein à Arábia Saudita.

Em outubro, os Estados Unidos acusaram formalmente autoridades iranianas ligadas ao comando da Guarda Revolucionária de participarem de um plano para atacar os embaixadores da Arábia Saudita e de Israel em Washington.

As autoridades americanas prenderam um dos acusados de envolvimento no suposto complô e a Casa Branca afirmou que um segundo terrorista ainda está à solta em território iraniano. O Irã negou todas as acusações.

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