Bahrein adia o veredicto do julgamento de ativistas

Um tribunal em Bahrein adiou para o mês que vem o veredicto do segundo julgamento dos 20 proeminentes ativistas condenados por uma corte de justiça militar. Eles foram presos por liderar a revolta contra a monarquia que governa o país.

AE, Agência Estado

14 de agosto de 2012 | 14h13

O caso dos ativistas é um dos mais importantes processos que resultaram da repressão contra os protestos. A decisão dos juízes será uma indicação de que caminho a monarquia sunita tomará para encerrar a crise.

No julgamento original, Abdulhadi al-Khawaja e sete outros líderes da oposição foram condenados à prisão perpétua. Outros 12 presos foram sentenciados a penas menores, sete deles à revelia, por crimes contra o Estado. Por meses, os ativistas presos combateram as sentenças, denunciando violações de direitos legais e tortura. Khawaja iniciou então uma greve de fome que durou 100 dias.

Autoridades descartaram as sentenças dos militares em abril e ordenaram um novo julgamento pela mais alta corte de apelação do país, que afirmou que emitirá o veredicto em 4 de setembro. Familiares e grupos de direitos humanos expressaram desapontamento com o atraso.

A maioria xiita de Bahrein, inspirada pelos protestos da Primavera Árabe, começaram uma revolta no ano passado, buscando limitar os amplos poderes da monarquia sunita. Pelo menos 50 pessoas foram mortas nos distúrbios.

Em um discurso televisionado para todo o país nesta quinta-feira, o rei Hamad bin Isa Al Khalifa declarou seu compromisso com o "progresso, prosperidade e boa governança", e disse que apoia a ideia de diálogo. Ele não falou sobre a crise que já dura 17 meses, mencionando apenas os desafios que os cidadãos suportaram durante o ano. Durante o discurso o monarca não ofereceu novas ideias para conciliar a nação nem comentou a questão dos ativistas. As informações são da Associated Press.

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