Bahrein entra em alerta com ameaças de manifestações

Forças de segurança no Bahrein montaram postos de controle e entraram em confronto com manifestantes em pelo menos um vilarejo neste domingo, depois que grupos de oposição convocaram a população para realizar um grande protesto contra o governo na segunda-feira.

AE, Agência Estado

13 de fevereiro de 2011 | 19h55

Em Karzakan, um vilarejo xiita no oeste de Bahrein, tropas de choque da polícia entraram em confronto com um pequeno grupo de jovens que realizou uma manifestação após uma cerimônia de casamento.

Postos de controle foram montados ao redor de vilarejos xiitas e na capital do Bahrein, Manama, para monitorar a movimentação das pessoas. Unidades da polícia também patrulhavam shopping centers e outros locais-chave, numa clara advertência contra a realização dos protestos.

Os atos de repressão surgiram pouco depois que líderes no Bahrein prometeram aumentar a liberdade de imprensa no pequeno reino do Golfo Pérsico. A promessa feita neste domingo, de afrouxar os controles sobre a mídia estatal, foi feita depois que o rei do Bahrein anunciou que dará quase US$ 2,7 mil para cada família local.

Um grupo de direitos humanos previu "caos e derramamento de sangue" caso o governo tente reprimir as manifestações.

Grupos de oposição ao governo estão pedindo que a população faça manifestações nas ruas na segunda-feira para pedir mais voz nos assuntos estatais. Se os pedidos forem atendidos, esse deverá ser o maior protesto no Golfo desde o começo dos protestos na Tunísia e no Egito.

A população de maioria xiita que vive no Bahrein se queixa há muito tempo de discriminação pelo governo sunita. No ano passado aconteceram confrontos após a prisão de ativistas xiitas. As informações são da Associated Press.

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