Bahrein: Jogador condenado por crime que não cometeu

O futebolista bareinita Hakeem el-Oraybi foi condenado nesta terça-feira a dez anos de prisão pela justiça de seu país depois de ser considerado culpado da acusação de incendiar uma delegacia de polícia durante protestos contra a monarquia sunita que governa o Bahrein com mão de ferro.

AE, Agência Estado

07 de janeiro de 2014 | 19h09

A condenação de Oraybi, jogador da seleção de futebol do Bahrein, chama a atenção porque, no exato momento do ataque à delegacia, o atleta de 20 anos de idade disputava uma partida transmitida ao vivo na televisão.

Além de Oraybi, mais oito pessoas foram condenadas pelo incêndio, disse o advogado de defesa Mohamed el-Motawa. Os nove condenados também foram considerados culpados de porte de bombas incendiárias e formação de quadrilha.

O incêndio à delegacia ocorreu em novembro de 2012, em meio a protestos da maioria xiita do Bahrein por mais liberdades e direitos.

Oraybi encontra-se atualmente no Catar para disputar um jogo pela seleção de seu país. A expectativa, segundo o advogado, é que Oraybi seja preso assim que regressar ao Bahrein.

Desde fevereiro de 2011, integrantes da comunidade xiita protestam sistematicamente para reivindicar mais direitos e liberdades civis. Os xiitas representam a maioria da população do Bahrein, mas o país é controlado por uma minoria sunita. A repressão aos protestos ordenada pelo governo resultou na morte de dezenas de pessoas.

A pequena nação insular situada no Golfo Pérsico tem grande importância geopolítica. O Bahrein sedia a Quinta Frota da Marinha dos EUA. As informações são da Associated Press.

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