Bahrein retira tanques e promete diálogo com oposição

Os veículos militares, empregados na Praça Pérola na capital do Bahrein, Manama, após um violento ataque da polícia contra os manifestantes na sexta-feira, começaram a ser retirados neste sábado, uma condição que a oposição impôs para iniciar negociações.

AE, Agência Estado

19 de fevereiro de 2011 | 10h17

No que parece ser uma tentativa de desarmar as tensões, por volta do meio-dia do sábado, as forças militares deixaram suas posições em torno da praça, palco de demonstrações e de dois confrontos sangrentos com a polícia nesta semana. O Exército foi substituído por membros da polícia antimotim.

Em comunicado enviado aos jornalistas, o governo disse que o príncipe Salman bin Hamad Al Khalifa, vice-comandante das Forças Armadas, "ordenou a retirada de todos os militares das ruas do Bahrein com efeito imediato". As forças policiais continuarão a controlar a ordem, diz a nota.

Líderes da oposição insistiam na retirada das tropas para entrar nas negociações oferecidas pela família real. Enquanto os militares se retiravam, carros buzinavam em celebração e pedestres, alguns com bandeiras do Bahrein, examinavam a área que tinha estado fortemente vigiada.

Os grupos de oposição dominados pelos xiitas disseram neste sábado que não negociariam com a família real enquanto os tanques não fossem tirados das ruas e o Exército parasse de disparar contra os manifestantes.

Adbuljalil Khalil, líder do Al-Wafeq, maior bloco da oposição xiita no Parlamento, disse que só entraria nas negociações após a retirada dos tanques. Ele falou depois que um comitê de sete grupos de oposição formado para ajudar a articular suas demandas adiou a convocação de um protesto de massa após as forças armadas abrirem fogo contra os manifestantes na sexta-feira.

O príncipe Salman fez um apelo por calma na tevê estatal minutos depois dos relatos de violência na sexta-feira. Ele pediu que todos os manifestantes deixassem as ruas e disse que, se eles saíssem, o Exército seria retirado e o "diálogo" começaria. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Bahreintanquesataquemanifestantes

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.