Baixa criação de empregos pode prejudicar Obama

A baixa criação de empregos registrada em junho nos Estados Unidos pode prejudicar a campanha para reeleição do presidente Barack Obama e dar impulso para Mitt Romney, candidato do Partido Republicano. Relatório do Departamento de Trabalho informa que a economia americana criou 80 mil empregos em junho, abaixo da previsão dos analistas, de 100 mil novas vagas.

AE, Agência Estado

06 de julho de 2012 | 13h45

Romney imediatamente procurou tirar vantagem do anúncio, interrompendo suas férias em New Hampshire para criticar o atual governo: "as famílias americanas estão em dificuldades; hoje existe muita miséria nos Estados Unidos". "As políticas do presidente não fizeram o país voltar a trabalhar. E o presidente terá que assumir a responsabilidade", disse ele.

O candidato republicano afirmou que, se eleito, reduzirá impostos, diminuirá a regulação sobre produtores de energia, vai estimular o comércio com a América Latina e pressionará a China pelo o que ele chamou de práticas injustas que roubam empregos americanos.

O relatório foi divulgado enquanto Obama faz campanha pelos estados de Ohio e Pensilvânia a bordo de um ônibus, duas regiões cruciais para as eleições que acontecem em novembro. Em Ohio, Obama focou o crescimento dos empregos no setor privado. "Empresas criaram 4,4 milhões de novas vagas nos últimos 28 meses, incluindo 500 mil empregos no setor de manufatura", afirmou ele. "Esse é um passo na direção correta."

Segundo pesquisas de intenção de voto, Obama possui uma pequena vantagem sobre Romney nos Estados indecisos. Mas Romney vem se aproximando nas pesquisas nacionais desde praticamente garantir sua indicação em abril. As informações são da Associated Press.

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