Baixa radioatividade está em direção à América do Norte

Baixas concentrações de partículas radioativas estão saindo da usina nuclear danificada por um terremoto no Japão em direção ao leste, e devem chegar à América do Norte em alguns dias, disse uma autoridade sueca nesta quinta-feira.

FREDRIK DAHL, REUTERS

17 de março de 2011 | 10h58

Lars-Erik De Geer, diretor de pesquisas do Instituto Sueco de Pesquisa em Defesa, uma agência do governo, citou dados de uma rede internacional de estações de monitoramento criada para detectar sinais de testes com armas nucleares.

Enfatizando que os níveis detectados não são perigosos à saúde das pessoas, ele previu que as partículas devem seguir viajando pelo Atlântico e eventualmente chegar à Europa.

"Não é algo que você vê normalmente", disse ele por telefone em Estocolmo. De Geer acrescentou estar convencido que, em breve, essas partículas serão detectadas em todo o hemisfério norte.

"É somente uma questão de atividade muito, muito baixa, então não é nada com que as pessoas devem se preocupar", disse.

"No passado, quando eles tinham testes com armas nucleares na China... havia nuvens similares a todo o tempo e ninguém se preocupava muito com isso."

Antes das declarações de De Geer, o Comitê Regulatório Nuclear dos Estados Unidos aconselhou todos os norte-americanos que vivem perto da usina nuclear de Fukushima, danificada por um terremoto, para que se afastem pelo menos 80 quilômetros do local. O órgão, no entanto, afastou a possibilidade de contaminação nos Estados Unidos.

"Todas as informações disponíveis continuam a indicar que Havaí, Alasca, os territórios dos Estados Unidos e a costa dos Estados Unidos não devem experimentar nenhum nível danoso de radiação", disse o órgão em comunicado na quarta-feira.

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