Balão irrita regime da Coréia do Norte

Desertor distribui mensagens a coreanos

, O Estadao de S.Paulo

23 de dezembro de 2008 | 00h00

Lee Min-bok é obcecado por uma idéia singular: enviar mensagens encorajadoras para as 23 milhões de pessoas que deixou na Coréia do Norte, onde nasceu, e hoje vivem sob o punho de ferro de Kim Jong-il.Para chegar até essa sociedade isolada, sem acesso a jornais estrangeiros, rádio e televisão, Lee utiliza um método simples, mas elegante, de voar sob os radares do serviço secreto norte-coreano. Do alto dos seus balões de hélio, Lee lança milhões de panfletos na direção do norte.Numa era de alta tecnologia, os balões exasperaram Pyongyang e acabaram colocando Lee e outros lançadores de balões no centro de um impasse político.A Coréia do Norte já citou a incapacidade de Seul de controlar esses balões - lançados por desertores e vários grupos cívicos - como a maior razão para fechar de novo a sua fronteira, proibindo a entrada de turistas e reduzindo o comércio entre os dois lados.Segundo analistas, os panfletos são escritos em linguagem simples por norte-coreanos que conhecem intimamente a cultura do Norte e sabem que botões políticos apertar."As pessoas na Coréia do Norte estão morrendo a cada dia, com olhos e ouvidos encobertos pelo regime de Kim", diz ele. "Vamos simplesmente sentar e olhar essa gente morrer?", pergunta o desertor, que lança os panfletos por conta própria. "Essa é uma guerra pacífica contra Kim Jong-il."

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