Balsa afunda e mais de 700 desaparecem na África

Uma balsa do Senegal afundou durante uma forte tempestade na costa ocidental da África com 796 passageiros e tripulantes a bordo. Apenas 32 pessoas foram até agora resgatadas com vida. Mais de 700 estão desaparecidas. Os corpos de 41 pessoas já foram retirados do mar. Os sobreviventes foram resgatados por embarcações que estavam na área e responderam a um alerta.A balsa estatal Joola afundou no oceano Atlântico por volta das 23 horas de quinta-feira (horário local) quando seguia para a capital senegalesa, Dacar, vinda do sul do país. Famílias e amigos de passageiros correram para o porto de Dacar, desesperados por notícias. "Que Deus tenha piedade! Rezemos! Rezemos todos!" pedia uma mulher, esperando notícias de familiares. Centenas de pessoas cercaram mais tarde os portões fechados de escritórios da Marinha, exigindo notícias das buscas.O Senegal declarou três dias de luto nacional, enquanto continuavam as buscas. O primeiro-ministro Mame Madior Boye e outras autoridades foram ao porto com as famílias. O presidente Abdloulaye Wade suspendeu uma viagem que fazia à França e voltou para o Senegal e prometeu uma investigação.A balsa havia partido da região sulista senegalesa de Casamance. Ela entrou em fortes tempestades e altas ondas na costa do Gâmbia, uma pequena ex-colônia britânica que divide o Senegal entre as partes norte e sul. Balsas são o principal meio de transporte entre o norte e o sul do país, em parte devido à lentidão das rodovias na passagem por bloqueios em Gâmbia. Mercadores transportando peixe seco, manga e outros produtos de Casamance são frequentes passageiros das balsas.Os primeiros corpos resgatados foram levados de volta ao porto. Notícias davam conta que a balsa havia sido submetida a meses de reparos, e só recentemente voltou ao serviço. Pessoas iradas acusavam que a embarcação ainda apresentava problemas e não deveria ter tido permissão de navegar.

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