Balsa fretada pelos EUA chega a Malta

Depois de três dias de atrasos, a balsa fretada pelo governo dos Estados Unidos retirou americanos e outros estrangeiros da Líbia ontem e seguiu para a Ilha de Malta, no sul da Europa. A embarcação levou mais de 300 passageiros ao pequeno país - pelo menos 167 deles americanos.

, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2011 | 00h00

Minutos após a balsa atracar no porto da capital de Malta, Valeta, pessoas em cadeiras de rodas foram acompanhadas no desembarque. Poucos momentos depois, foi a vez de mulheres carregando bebês descerem a rampa em direção à terra firme, enquanto outras mães levavam suas crianças agarradas pela mão. A viagem durou cerca de oito horas. Os passageiros estavam abrigados a bordo da embarcação desde a quarta-feira.

Um avião fretado por Washington também deixou Trípoli ontem levando americanos para Istambul, na Turquia.

Dezenas de milhares de estrangeiros estão tentando sair da Líbia nos últimos dias. Segundo a Associated Press, chineses e turcos compõem a maioria dos que tentam escapar da revolta que se espalhou pelo país.

China. O governo da China enviou um navio de sua Marinha para o resgate de seus cidadãos - estima-se que cerca de 30 mil chineses viviam em território líbio antes do início da rebelião. Segundo a imprensa estatal chinesa, aproximadamente 12 mil cidadãos haviam conseguido sair da Líbia até ontem.

O mau tempo que atingiu o sul da Europa e o Norte da África ontem forçou o governo grego a suspender a retirada de milhares de chineses em direção à Ilha de Creta. A chegada de aproximadamente 6 mil pessoas estava programada para hoje.

De acordo com a Associated Press, cerca de 450 chineses saíram da Líbia ontem em ônibus e aviões. A metade deles é de funcionários da empresa Sinohydro, estatal chinesa especializada em construção, engenharia e investimentos em terras.

O governo da Índia afirmou que hoje chegam à Líbia dois aviões para iniciar a retirada dos cerca de 18 mil indianos que vivem atualmente no país e está mandando navios para ajudar na retirada.

Uma embarcação militar italiana conseguiu retirar 245 pessoas - a metade delas italiana - da Líbia ontem, informou o capitão do barco, Enrico Giurelli, à RAI. O navio deve chegar à Sicília, no sul da Itália, amanhã. / AP

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