Sunday Alamba/AP
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Ban alerta para risco de guerra civil na Costa do Marfim após eleições

Secretário-geral adverte que tentativas de obstruir forças da ONU no país não serão toleradas

AP,

21 de dezembro de 2010 | 20h29

NOVA YORK- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, advertiu nesta terça-feira, 21, que a Costa do Marfim corre "sérios riscos" de retornar a uma situação de guerra civil, com mercenários recrutados de países vizinhos.

 

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Ban agradeceu a Assembleia Geral da ONU realizada na sexta por apoiar a posição da África de que o líder da oposição, Alassane Ouattara, derrotou o presidente Laurent Gbagbo nas últimas eleições.

 

Gbagbo ordenou que a força de pacificação da ONU deixasse a Costa do Marfim, Mas o Conselho de Segurança da ONU prolongou o mandato dos capacetes azuis por mais seis meses e Ban afirmou que seu papel agora "é ainda mais fundamental" para a estabilidade do país.

 

Ban também afirmou que as forças da ONU na Costa do Marfim "também confirmaram que mercenários, incluindo ex-combatentes da Libéria, foram recrutados para atingir certos grupos da população". Segundo o secretário, forças leais ao presidente estão obstruindo funcionários da ONU e suas operações, tentando interromper a entrega de suprimentos à missão do órgão mundial e no Hotel Golf, onde o candidato da oposição está.

 

Ban advertiu que "qualquer tentativa de submeter a missão da ONU não será tolerada (...). Os que perpetram tais atos, ou que prejudicam civis, serão enquadrados no âmbito das leis nacionais e internacionais de direitos humanos".

 

Gbagbo enfrenta grande pressão para renunciar, já que a comunidade internacional reconheceu a vitória de seu rival na eleição presidencial de 28 de novembro. O novo golpe contra ele partiu da União Europeia, que decidiu proibir que o presidente e seu círculo de assessores e familiares viajem ao bloco.

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