Ban diz que fundos e programas da ONU terão código de ética

Medidas visam evitar polêmicas como a do Pnud na Coréia do Norte

Efe,

30 de outubro de 2007 | 05h21

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou nesta terça-feira, 30, que todos os fundos e programas do organismo obedecerão um mesmo código de ética, para evitar polêmica como a que cercou as atividades do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) na Coréia do Norte. A decisão foi adotada no último final de semana durante a reunião em Nova York dos diretores das agências, fundos e programas que formam o sistema da ONU, segundo o comunicado de imprensa distribuído nesta terça-feira, 30, pelo organismo. "É de importância crucial para o sistema da ONU aderir aos mais altos padrões de ética", disse Ban no comunicado. Acrescentou que embora o novo código somente afete os programas e fundos, as agências especializadas da ONU "também expressaram seu interesse no desenvolvimento de um enfoque ético que abranja todo o sistema". O secretário-geral da ONU anunciou que em pouco tempo emitirá um boletim com "o novo sistema de ética" que será aplicado ao organismo. Caso não resolvido A medida unificadora responde à frustração que Ban disse sentir meses atrás, quando o novo Gabinete de Ética da ONU, criado para reparar o prestígio da organização depois do escândalo do programa Petróleo por Comida do Iraque, não conseguiu investigar as acusações de um ex-funcionário do Pnud na Coréia do Norte. O programa, que não depende da Secretaria Geral e tem seu próprio Conselho de Administração, estava fora da jurisdição do Gabinete de Ética. O ex-funcionário do Pnud, Arjton Shkurtaj, disse que tinha sido demitido após denunciar irregularidades nas transações da agência com o Governo da Coréia do Norte. O Pnud negou repetidamente ter tomado represálias contra o ex-funcionário, mas o Gabinete de Ética considerou que havia indícios suficientes para abrir uma investigação. O incidente foi um revés para Ban, que desde sua chegada ao cargo, em janeiro, declarou que uma de suas prioridades era aumentar a transparência e a prestação de contas na ONU.

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