Ban ki-Moon, da ONU, diz que inércia de Mianmar pode ser fatal

O secretário-geral da ONU, Banki-Moon, pediu na sexta-feira que o governo militar de Mianmarnão ofereça "impedimentos" à entrada de estrangeiros envolvidoscom a ajuda humanitária no país, que foi atingido por umciclone. Ele disse que a sobrevivência do povo está nas mãos dajunta militar. A porta-voz de Ban, Marie Okabe, disse a repórteres na sededa ONU que o secretário-geral, que está em visita a Atlanta,"avisou que a falta de ações seria fatal". Ban tem tentado entrar em contato com o mais alto generalde Mianmar, Than Shwe, para tentar persuadi-lo a remover asrestrições aos trabalhadores humanitários --mas não tevesucesso. "Estou tentando falar diretamente com a liderança deMianmar", disse Ban a repórteres durante uma visita ao CarterCenter, em Atlanta. "Infelizmente, não consegui entrar em contato com eles.Continuo tentando falar com eles e também com os líderes dospaíses vizinhos." Okabe disse que o serviço humanitário ainda não chegou àsáreas devastadas pelo ciclone Nargis no sábado passado. "Uma equipe das Nações Unidas está lá, mas atuando nolimite", disse ela. Segundo Okabe, o Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONUvai mandar dois aviões de ajuda no sábado. As discussões com ajunta militar continuam, para saber como a ajuda serádistribuída. O PAM tinha dito na sexta-feira que ia suspender os vôosdepois que as autoridades apreenderam os alimentos que aagência mandava para o aeroporto de Yangon. (Reportagem de Louis Chabonneay e Claudia Parsons, nasNações Unidas, e Nahed Eltantawy, em Atlanta)

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