Denis Balibouse/Reuters/Arquivo
Denis Balibouse/Reuters/Arquivo

Ban Ki-moon é reeleito secretário-geral da ONU por unanimidade

Candidato único, Ban prometeu manter espírito de 'construção de pontes' do primeiro mandato

estadão.com.br,

21 de junho de 2011 | 16h33

Atualizado às 17h35

 

NOVA YORK - A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) reelegeu por unanimidade o secretário-geral Ban Ki-moon.

 

O diplomata sul-coreano de 67 anos iniciará em 1º de janeiro de 2012 um novo mandato de cinco anos, até dezembro de 2016. Ele era candidato único ao posto.

 

Reeleito em sessão realizada nesta terça-feira, 21, Ban prometeu manter na ONU o espírito de "construção de pontes" desenvolvido durante seu primeiro mandato, em um momento de importantes mudanças no cenário global.

 

Ban é o oitavo secretário-geral da ONU, criada em 1945 após a Segunda Guerra Mundial.

 

'Objetividade e independência'

 

Depois de ser recomendado pelo presidente do Conselho de Segurança da ONU, o gabonês Nelson Messone, Ban Ki-moon foi aplaudido pelos representantes das 192 nações que votaram em favor do segundo mandato.

 

No discurso de recomendação, Messone disse que Ban demonstrou "objetividade e independência" no cargo. "Nos quatro anos e meio que tem como secretário-geral, (Ki-moon) demonstrou objetividade e independência em seu trabalho, em ocasiões e circunstâncias difíceis para promover a paz, a justiça e a segurança internacional", disse. Para o diplomata do Gabão, Ban "manterá durante seu segundo mandato o ímpeto que tem dado à organização até agora".

 

Direitos da mulher

 

O secretário-geral foi saudado pelo presidente da Assembleia Geral, o suíço Joseph Deiss, ao entrar na sala. Segundo Deiss, a reeleição de Ban é uma demonstração da "estima" e da "confiança" que todos os Estados-membro da ONU  têm por ele. "Em um cenário internacional complexo, você (Ban) reforçou o papel e a visibilidade das Nações Unidas, adotando medidas de reformas, lançando iniciativas inovadoras e pedindo constantemente o respeito aos direitos humanos, ao estado de direito e a outros pilares que emanam da nossa Carta", disse Deiss.

 

O diplomata mencionou ainda o trabalho de Ban na luta pelos direitos da mulher e disse que o secretário-geral será certamente lembrado como "o homem que criou a ONU Mulheres". Deiss também falou do papel de Ban com relação ao meio-ambiente, em favor do desenvolvimento sustentável e do uso seguro da energia nuclear.

 

Com Agência Estado e AP

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