Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Ban Ki-moon exige que governo sírio pare de matar pessoas

Secretário-geral expressou desejo de que a ONU possa falar de maneira 'coerente' sobre o tema

estadão.com.br,

16 de junho de 2011 | 14h36

BRASÍLIA - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse nesta quinta-feira, 16, em Brasília que conversou com o presidente sírio, Bashar al-Assad, e exigiu que ele "pare de matar pessoas" e que se comprometa em dialogar.

 

"Eu novamente apelei ao presidente Assad para parar de matar pessoas e que se comprometa em um diálogo inclusivo e que tome medidas corajosas antes que seja tarde demais", afirmou Ban.

 

Falando a jornalistas durante viagem ao Brasil, o secretário-geral expressou seu desejo de que a ONU chegue à unanimidade sobre o tema. Ban também afirmou que espera que a ONU possa falar de uma maneira "coerente" sobre a Síria.

 

O Conselho de Segurança da ONU ainda não conseguiu um consenso para uma resolução sobre a Síria. Os presidentes da Rússia e China - dois dos cinco países membros com capacidade de veto -, Dimitri Medvedev y Hu Jintao, asseguraram, em declaração conjunta, que se opõem a ingerências estrangeiras nas revoltas do mundo árabe.

 

A Rússia expressou sua oposição a que o Conselho de Segurança adote uma resolução sobre a Síria. Já os Estados Unidos condenaram nesta quinta-feira o "atroz" uso da repressão na Síria como resposta aos protestos populares e disse que a violência deve acabar imediatamente.

 

Repressão

 

Forças militares da Síria têm reprimido protestos inspirados nas revoltas árabes, forçando milhares de refugiados a irem em direção ao norte para a fronteira com a Turquia.

 

Grupos de direitos humanos sírios dizem que 1.300 civis e mais de 300 soldados e policiais morreram desde o início dos protestos, em março, contra os 41 anos de regime da família Assad.

 

Assad, aliado do Irã e apoiador dos grupos militantes Hamas e Hezbollah, enfrenta condenação internacional, mas a única resposta concreta à violência foram as sanções dos Estados Unidos e União Europeia contra o presidente e seus funcionários próximos.

Com Reuters

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