Ban Ki-Moon pede apoio a países por segundo mandato na ONU

Ban Ki-Moon pediu formalmente aos membros da Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira apoio a sua candidatura para um segundo mandato de cinco anos como secretário-geral da ONU, um objetivo que ele deve conseguir.

LOUIS CHARBONNEAU, REUTERS

06 de junho de 2011 | 17h25

Ban, um ex-ministro das Relações Exteriores na Coréia do Sul, já teve garantias de apoio dos Estados Unidos e de outros membros importantes do Conselho de Segurança da ONU, de acordo com declarações de diplomatas em março.

O primeiro mandato de Ban termina no dia 31 de dezembro de 2011. Ele não tem adversário para a reeleição até o momento.

"Conforme se aproxima o final do meu mandado como secretário-geral nas Nações Unidas, eu submeto humildemente o meu nome para a consideração do membros do Conselho de Segurança para um segundo mandato", disse a carta de Ban ao embaixador do Gabão na ONU, Nelson Messone, o presidente do conselho neste mês.

Ban disse a repórteres que enviou um pedido similar de apoio para as 192 nações da Assembleia Geral.

Na carta para Messone, Ban disse que ele e o Conselho de Segurança de 15 nações "encontraram pontos de vista comum em questões críticas globais de paz e segurança -- da Somália ao Sudão, da Costa do Marfim ao Afeganistão, do Irã ao Oriente Médio e além".

"Estou orgulhoso de tudo o que fizemos juntos, mesmo ciente dos formidáveis desafios que vamos enfrentar no futuro", escreveu.

Falando com repórteres na sede da ONU, Ban classificou o seu esforço para transformar a mudança climática em uma das principais preocupações dos governos como uma das maiores conquistas que teve desde que assumiu a chefia da organização, em janeiro de 2007.

Sob seu comando, ele disse, a Organização das Nações Unidas "respondeu rapidamente e efetivamente a uma série de emergências humanitárias devastadoras" em Mianmar, Haiti, Paquistão e em outros lugares. Ban disse que a sua equipe trabalhou para manter a atenção nas pessoas mais pobres do mundo durante a crise econômica global.

Oficialmente, a eleição para o cargo de secretário-geral da ONU acontece em votação na Assembléia Geral por recomendação do Conselho de Segurança. Na realidade, são os cinco membros permanentes do conselho com poder de veto -- Inglaterra, China, França, Rússia e Estados Unidos -- que decide quem fica com a posição.

Nos últimos meses, Ban se encontrou com líderes desses cinco países e muitos outros confirmaram o apoio. O processo formal da reeleição de Ban deve acabar até o final de junho, ou até antes, de acordo com diplomatas na ONU.

A França apoiou um segundo mandato para Ban, disse o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppe, em comunicado.

O estilo discreto de Ban e o seu inglês longe de ser perfeito o separaram do seu antecessor, o mais franco Kofi Annan, que entrou em conflito com a administração do então presidente dos EUA George W. Bush por declarar que a invasão do Iraque em 2003 era "ilegal".

Nos últimos quatro anos e meio, Ban foi acusado por grupos de defesa dos direitos humanos de colocar muita fé na diplomacia silenciosa. Ele também foi criticado por não abordar países poderosos como a China sobre o que os ativistas classificam como violação desenfreada de direitos humanos.

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