Ban Ki-moon pede cessar-fogo imediato entre Israel e o Hamas

Secretário-geral da ONU chamou de 'insustentável' a atual situação em Gaza e pediu esforços para evitar uma nova guerra

O Estado de S. Paulo

10 de julho de 2014 | 14h01

NAÇÕES UNIDAS - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chamou de "insustentável" a situação na Faixa de Gaza após a última ofensiva de Israel que, segundo os dados que apresentou, causou a morte de 88 palestinos, a maioria deles civis.

"Enfrentamos o risco de uma escalada total, com a ameaça ainda palpável de uma ofensiva terrestre", afirmou Ban nesta quinta-feira, 10, ao apresentar um relatório sobre a situação no Oriente Médio em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Ban afirmou ter telefonado para o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e para o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para pedir um cessar-fogo imediato. Segundo o secretário-geral, nos últimos dias o Hamas e a Jihad Islâmica lançaram mais de 550 foguetes e granadas de morteiro a partir de Gaza contra Israel, enquanto as forças israelenses realizaram mais de 500 ataques aéreos sobre Gaza.

"A região não pode se permitir outra guerra. É mais urgente que nunca tentar encontrar denominadores comuns para que volte a calma e se consiga um entendimento para o cessar-fogo", afirmou Ban.

Os dados apresentados por Ban indicam que, além dos 88 mortos até hoje, 330 palestinos ficaram feridos, 150 casas foram destruídas ou gravemente danificadas e mais de 900 pessoas tiveram que abandonar seus lares. "Mais uma vez os civis são os que pagam o preço", insistiu o secretário-geral da ONU.

Ban fez um apelo à comunidade internacional para evitar uma espiral de violência e disse que a atual é "uma das provas mais difíceis que enfrenta a região nos últimos anos".

O secretário de Estado americano, John Kerry, também expressou preocupação com a escalada das tensões entre israelenses e palestinos. "Este é um momento perigoso para o Oriente Médio", disse, durante um evento em Pequim, afirmando que o fim dos conflitos é do interesse de todos.

Kerry informou que mantém conversas com Netanyahu e Abbas com o objetivo de restaurar a paz entre os dois povos. /AP e EFE

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