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Ban Ki-moon pede fim do conflito no Chade

Secretário-geral afirmou estar preocupado com os cerca de 285 mil refugiados e 180 mil deslocados internos

EFE

04 de fevereiro de 2008 | 01h22

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira que os rebeldes no Chade coloquem fim à sua luta, enquanto o Conselho de Segurança da organização se reuniu para analisar a grave situação no país. Os quinze membros do Conselho de Segurança iniciaram a reunião às 17h30 (horário de Brasília) e não se sabe se ao fim do encontro será emitida uma declaração oficial. A reunião foi solicitada pela França e pelos três representantes da África no Conselho de Segurança (África do Sul, Burkina Fasso e Líbia). O embaixador da França perante a ONU, Jean Maurice Ripert, se disse confiante de que o encontro terá como fruto a publicação de um comunicado de condenação à tentativa dos rebeldes de chegar ao poder no Chade. O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Alejandro Wolff, indicou que o Governo americano estava muito preocupado com a situação no Chade e que esperava que o Conselho de Segurança encontrasse a melhor maneira de combater a crise. O secretário-geral afirmou em comunicado que está "profundamente alarmado com a perigosa situação no Chade", principalmente pelas últimas notícias sobre as lutas violentas em várias partes da capital, N'Djamena. Os choques obrigaram o presidente chadiano, Idriss Déby, a se refugiar em seu palácio presidencial, onde está resistindo há dois dias a uma forte ofensiva. Ban Ki-moon afirmou estar especialmente preocupado com a séria situação humanitária dos cerca de 285 mil refugiados e dos 180 mil deslocados internos, assim como com os estrangeiros que fazem trabalhos humanitários na região leste do país. Ele pediu que as partes tenham cuidado para manter os civis sãos e salvos e que protejam a vida dos funcionários humanitários internacionais e do pessoal da ONU.  Ban ordenou que os rebeldes parem com as hostilidades e iniciem um diálogo que coloque "fim ao derramamento de sangue", e apelou aos países da região que respeitem a inviolabilidade das fronteiras internacionais e evitem incursões no território do Chade. A França mantém no país cerca de 1.200 soldados encarregados de proteger seus cidadãos que moram nessa ex-colônia francesa e seus interesses no país.

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