EFE/Atef Safadi
EFE/Atef Safadi

Ban Ki-moon pede que israelenses e palestinos ajudem a diminuir a violência na região

Em visita a líderes de ambos grupos, secretário-geral da ONU diz que 'não é tarde demais para evitar uma crise maior'

O Estado de S. Paulo

20 Outubro 2015 | 15h19

JERUSALÉM - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que chegou nesta terça-feira, 20, a Jerusalém para tratar com israelenses e palestinos a atual onda de ataques e distúrbios, disse ao presidente israelense, Reuven Rivlin, que não se deve permitir aos extremistas de ambos os lados avivar ou apoiar a violência.

"Não é tarde demais para evitar uma crise maior", declarou o representante das Nações Unidas, que garantiu que pedirá a ambas partes que "tomem os passos necessários para evitar novos incidentes em ambos lados".

Ban também disse que "a violência só traz violência. Não devemos permitir aos extremistas em nenhum dos lados, ou os que pensam que a violência é a solução, apoiar ainda mais o conflito".

Ban Ki-mon garantiu que, além da tensão atual, o problema está "na falta de vontade de restaurar um horizonte político", em referência à estagnação das negociações de paz, suspensas há quase ano e meio, e apontou que manter o status quo "só está piorando as coisas".

A violência "só mina as legítimas aspirações palestinas de um Estado e o desejo dos israelenses de segurança", declarou o chefe da ONU, segundo um comunicado divulgado por seu escritório. Ban apostou por "salvaguardar a solução de dois Estados" e "dirigir o povo outra vez ao caminho rumo à paz".

O líder da ONU garantiu que sua visita reflete "o alarme global pela perigosa escalada de violência" na região, onde morreram desde princípios deste mês 8 israelenses, 1 eritreu, 1 árabe-israelense e 45 palestinos - cerca da metade destes últimos, autores de ataques ou supostos agressores.

O secretário-geral da ONU disse que com sua viagem pretende ajudar a "diminuir a tensão e impedir que a situação saia de controle". Ban transmitiu seu pêsames aos parentes e amigos das vítimas das "hostilidades e ataques terroristas".

"Nenhuma sociedade deveria viver no medo. Nenhuma sociedade pode se permitir ver sua juventude sofrer na desesperança", afirmou Ban, que advertiu que "se não atuar em breve", o conflito poderia crescer e ter sérias repercussões em Israel, Palestina e na região.

O secretário-geral da ONU deve se reunir na tarde desta terça-feira em Jerusalém com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e amanhã em Ramallah com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. / EFE e AFP

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