Ban Ki-moon: Síria deve garantir acesso a observadores

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta segunda-feira que é responsabilidade do governo sírio garantir a liberdade de movimento dos observadores da entidade que foram enviados ao país para monitorar o cessar-fogo em vigor desde a quinta-feira, 12.

AE, Agência Estado

16 de abril de 2012 | 09h27

Embora o nível geral de violência tenha caído significativamente desde então, ataques de forças sírias a redutos oposicionistas durante o fim de semana levantaram dúvidas sobre o comprometimento do regime de Bashar Assad com o plano elaborado pelo mediador da ONU para a Síria, Kofi Annan, para dar fim a 13 meses de hostilidades entre governo e oposicionistas.

Um grupo de seis observadores da ONU já está em Damasco negociando os termos da missão com autoridades sírias.

Durante coletiva em Bruxelas, Ban pediu hoje ao regime de Assad que garanta aos observadores plena liberdade para levar a cabo sua missão. "Eles deverão ter permissão para se deslocarem a quaisquer lugares onde poderão testemunhar o fim da violência," disse.

Segundo Ban, o cessar-fogo é "muito frágil", mas é fundamental que se mantenha em pé para que o "diálogo político tenha continuidade". O secretário-geral também pediu a total cooperação das forças de oposição e acrescentou que a ONU pretende aumentar o número de observadores na Síria para 30 e, posteriormente, para cerca de 250 pessoas, dependendo de autorização do Conselho de Segurança da ONU ainda esta semana.

A violência na Síria já causou mais de 11.100 mortes desde o início do levante popular contra Assad, em março do ano passado, segundo o Observatório Sírio para Direitos Humanos, com sede em Londres. O número inclui 7.972 civis e 3.145 militares e oposicionistas. Desde o início do cessar-fogo, o número de mortos chega a 55, informou o observatório. As informações são da Associated Press e Dow Jones.

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