Ban Ki-Moon usará cargo na ONU para enfrentar crise norte-coreana

Ban Ki-Moon, o ministro doExterior da Coréia do Sul, que desponta como favorito para ser opróximo secretário-geral da ONU, afirmou que usará seu mandato paraabordar diretamente a crise nuclear da Coréia do Norte. Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, Ki-Moonanuncia sua intenção de visitar a Coréia do Norte para tentarconvencer o governo do país a retomar a via diplomática e nãopraticar "atividades negativas". "O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, fez uma grandecontribuição e adotou iniciativas como a designação de um mediadorespecial" para a polêmica norte-coreana, mas "infelizmente não pôdevisitar a Coréia do Norte nos últimos 10 anos", comentou o chefe dadiplomacia sul-coreana. "Como eu conheço melhor a situação e tenho mais experiência sobreas relações inter-coreanas, acho que estarei numa posição melhorpara abordar o caso como secretário-geral", opina Ki-Moon. O político asiático admite suas "limitações" para interceder nacrise, como ministro sul-coreano. Mas insiste que, se eleitosecretário-geral das Nações Unidas, poderá atuar como mediador entreSeul, Pyongyang e as potências internacionais. Na terça-feira, a Coréia do Norte anunciou que realizaria umteste nuclear a fim de fortalecer seu poder de dissuasão atômicadiante da "hostilidade" dos Estados Unidos. Ki-Moon deverá ser o sucessor de Kofi Annan. Sua escolha deve serratificada na próxima segunda-feira, numa votação formal do Conselhode Segurança da ONU.

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