Ban pede ao Hezbollah que abandone armas e atue como partido político

Secretário-geral quer que forças políticas se concentrem no fortalecimento da soberania do Líbano

Efe

28 de outubro de 2010 | 02h43

WASHINGTON - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, expressou na quarta-feira,27, sua preocupação com o arsenal acumulado pelo Hezbollah e outras milícias e defendeu que o grupo libanês renuncie às armas e atue como partido político.

"O significativo arsenal militar do Hezbollah cria uma atmosfera de intimidação e impõe um desafio-chave para a segurança dos civis libaneses e para o monopólio do governo no uso legítimo da força", destaca Ban em relatório divulgado nesta quarta-feira, no qual pede aos líderes do grupo que se desarmem e atuem como partido político.

Nesse documento, Ban afirma que há milícias operativas, tanto nacionais como estrangeiras, que atuam no Líbano sem o controle do governo, ao passo que reivindica uma decidida "ação política" para desarmar o Hezbollah.

Além disso, o secretário-geral pede a todas as partes que se concentrem no fortalecimento da soberania e da segurança do país e que resolvam questões pendentes como a presença de milícias armadas. "Peço a todos os líderes políticos que superem interesses pontuais e individuais e se esforcem realmente para promover o futuro e os interesses da nação", ressalta Ban.

 

O Hezbollah atua como uma milícia armada no sul do Líbano. O grupo, considerado terrorista pelos EUA e por Israel, se envolveu em uma guerra sangrenta contra o Estado judeu em 2006. Os israelenses acusam a Síria e o Irã de darem suporte logístico, de treinamento e de armas e equipamentos para os milicianos


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