Ban pede diálogo de 'boa fé' para resolver a crise no Zimbábue

Secretário-geral da ONU recebe positivamente o acordo entre oposição e governo assinado nesta segunda

Efe,

21 de julho de 2008 | 18h59

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira, 21, ao governo e à oposição do Zimbábue que dialoguem de "boa fé" em busca de uma saída à atual crise política do país. A porta-voz das Nações Unidas Michèle Montas disse que Ban dá boas-vindas ao acordo assinado nesta segunda em Harare pelo presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e o líder opositor Morgan Tsvangirai.   Veja também: Governo e oposição assinam acordo para coalizão no Zimbábue   Mugabe e Tsvangirai formalizaram a retomada de negociações formais para permitir ao país sair da difícil situação em que se encontra. Ban "encoraja todas as partes a participarem de boa-fé de conversas sérias, que encaminhem a uma solução duradoura para a crise política e enfrente as urgentes necessidades econômicas e humanitárias do povo zimbabuano", completou a porta-voz da ONU.   Michèle transmitiu a felicitação de Ban ao presidente sul-africano, Thabo Mbeki, por ter mediado a assinatura do acordo. Assegurou ainda que as Nações Unidas mantêm seu compromisso de apoiar a mediação sul-africana por meio de sua participação em um grupo de referência que apoiará o trabalho de Mbeki.   Acordo   "As partes declaram e se comprometem a dialogar entre elas com o objetivo de criar uma genuína, viável, permanente e sustentável solução para a situação zimbabuana e, especialmente, para aplicar este Memorando de entendimento", diz a "Declaração de compromisso" assinada por Mugabe, Tsvangirai e Mutambara.   A assinatura do acordo foi realizada na presença de Mbeki, e do mediador escolhido pela Comunidade Para o Desenvolvimento da África Austral (SADC). Após a cerimônia, Mbeki disse que o memorando compromete as partes a um "intenso programa de trabalho" para tentar encerrar rapidamente as negociações.   "Todos os partidos zimbabuanos reconhecem a urgência dos assuntos que estão sendo discutidos e se comprometeram a completar este processo o mais rápido possível", declarou Mbeki aos jornalistas que presenciaram a assinatura do documento.   Mugabe, que podia ser visto incomodado durante o ato, ressaltou que o acordo é para "delinear um novo caminho na interação política" e que a Zanu-PF e as duas facções do MDC concordam que são necessárias "várias emendas à Constituição" zimbabuana. Tsvangirai, por outro lado, chamou a cerimônia de assinatura do memorando de "ocasião histórica."   A comunidade internacional e a União Africana pressionaram fortemente Mugabe e Tsvangirai a iniciarem as negociações, que provavelmente serão muito difíceis, pois ambos afirmam ser o legítimo presidente do Zimbábue.

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