Ban pede esforço para acordo entre Israel e palestinos

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, criticou hoje a recusa de Israel em interromper a construção de novos assentamentos em territórios palestinos e advertiu que o tempo para salvar as negociações de paz está acabando. Com os palestinos pressionando o Conselho de Segurança da ONU a condenar os assentamentos, Ban disse que está "muito preocupado com a falta de progresso na direção da paz".

AE, Agência Estado

21 de janeiro de 2011 | 17h47

Ban destacou que a ONU, a União Europeia e os Estados Unidos criticaram a recusa de Israel em congelar as novas construções na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. "Assentamentos em território palestino ocupado são ilegais sob a lei internacional, contradizem as obrigações de Israel com o mapa do caminho, prejudicam a confiança e o resultado do status permanente das negociações e impedem os esforços para levar os envolvidos para a mesa de negociação", disse ele.

O Quarteto diplomático para o Oriente Médio - Estados Unidos, União Europeia e Rússia, além da ONU - estabeleceu o "mapa do caminho" para a paz, que determinou agosto deste ano como a data para se chegar a um acordo permanente entre Israel e palestinos. "Não podemos mais perder tempo", disse Ban.

Ban disse a um comitê da Assembleia Geral da ONU sobre o conflito palestino que a recente demolição do histórico hotel Pastor, em Jerusalém Oriental, e outras expulsões de famílias palestinas "elevaram as tensões". O secretário-geral pediu novos esforços para levar os dois lados de volta às negociações para "chegarem a um acordo histórico".

O Quarteto vai se reunir em Munique, no dia 5 de fevereiro. Diplomatas dizem que o resultado da reunião será de grande importância para decidir a respeito dos esforços palestinos de conseguir a condenação dos assentamentos israelenses no Conselho de Segurança, apesar da forte oposição dos Estados Unidos.

Desde setembro, os palestinos se recusam a fazer parte de conversações diretas com Israel - patrocinadas pelos norte-americanos - porque o governo israelense se recusou a estender a moratória de construção de assentamentos.

Os Estados Unidos costumam vetar resoluções contra Israel, mas ainda não disseram que ação vão tomar contra esta moção, que foi formalmente entregue aos 15 membros do Conselho de Segurança. A resolução é copatrocinada por 122 países. Embora tenha criticado Israel, Ban destacou o "legítimo direito de existência pacífica de Israel com fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas e ampla integração regional". As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.